Vitor Sergio

DE ZERO A DEZ: O RESUMO DO FIM DE SEMANA ESPORTIVO

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Mais um fim de semana se foi e é hora de dar as notas para o que aconteceu no esporte. E foi muita coisa! Foi um dos artigos mais difíceis de fazer desde que inventei o quadro. Confira as minhas notas e deixe as suas também!

NOTA 0 – FELIPE MASSA – Não dá mais para aturar o desempenho do brasileiro na Ferrari, que está longe de ser um grande carro, mas tem funcionado para quem tem braço. Alonso é co-líder do Mundial com 61 pontos. Massa tem míseros dois pontos.

NOTA 1 – ADRIANO – As notícias de domingo são que ele já tem faltado sessões do tratamento com certo costume. Inacreditável que um clube profissional tenha um planejamento (?!) para contar com uma pessoa assim.

NOTA 2 – MASTERS 1000 DE MADRID – O tal saibro azul conseguiu desagradar a praticamente todos os tenistas. É o tipo de ação de marketing que nenhuma empresa quer: paga caro por uma idéia impopular e que ainda gera revolta. Deixou mais um título de Roger Federer em segundo plano.

Menção (des)honrosa: Michael Schumacher

NOTA 3 – VILLARREAL – Rebaixado no Campeonato Espanhol, mesmo com um elenco muito melhor do que vários times que se salvaram. Agora viverá um drama para segurar alguns jogadores de qualidade.

Sugestão – @ChutandoProGol, no Twitter

NOTA 4 – LAKERS – Conseguiu avançar à semifinal do Oeste, mas obrigando seu principais jogadores, todos veteranos, a ficar em quadra mais de 40 minutos por noite. O resultado foi visto no primeiro jogo contra o Thunder, um atropelamento de 119 a 90. Fora o baile.

NOTA 5 – SELEÇÃO BRASILEIRA FEMININA DE VÔLEI – A classificação olímpica conseguida no Pré-Olímpico Sul-Americano não é mais do que obrigação. Precisa acertar a casa. O técnico José Roberto Guimarães teve a postura correta em passar para as jogadoras que elas já deveriam estar em Londres faz tempo.

NOTA 6 – ROBERTO MANCINI – Não sou de dizer que tudo é perfeito na hora do título. O técnico italiano Roberto Mancini tem vários méritos na conquista. Mas ele também errou demais ao longo da campanha. Muitas vezes foi conservador em excesso, acabou engessando um time que tinha qualidade para correr mais riscos e demorou muito para conseguir criar alternativas no esquema.

NOTA 7 – FALCÃO E BAHIA – O título do Campeonato Baiano coroa o bom trabalho do clube na reta final de 2011 e neste ano e também do técnico, que assumiu no começo do campeonato. Falcão conseguiu armar uma equipe com variação tática e que busca o gol. Pode ir longe na Copa do Brasil.

Menção honrosa: Udinese

NOTA 8 – LEBRON JAMES – Terceiro prêmio de MVP, de maneira incontestável, no currículo o iguala a grandes lendas da história da NBA. O discurso ao receber o prêmio mostra a maturidade chegando. Falta o título, mas é cada vez mais claro que isso é questão de tempo.

NOTA 9 – PASTOR MALDONADO – Uma vitória incrível, tirando mais do que o carro consegue normalmente dar, sendo veloz sem errar (normalmente um problema para ele) e segurando a pressão de um bicampeão do mundo. Na verdade, só não levou o dez pela forma como o City foi campeão…

Menções honrosas: Borussia Dortmund e Santa Cruz

NOTA 10 – MANCHESTER CITY – Um enredo do título é para ficar na história do futebol. Dois gols nos acréscimos para ser campeão após 45 anos de espera, tirando o doce da boca do mais odiado rival. Uma ode à paixão ao futebol.

Menções honrosas: Robert Scheidt e Bruno Prada, Juventus e Real Madrid

Interaja comigo! Mande suas notas! Pode ser aqui mesmo, na caixinha de comentários, via Twitter ou via Facebook.

O futebol e o desempenho mostrado pelo Borussia Dortmund nas últimas duas temporadas credenciaram a equipe como uma das principais da Europa. Dois títulos alemães e a Copa da Alemanha, conquistada no sábado, com o passeio de 5 a 2 sobre o poderoso Bayern de Munique, na primeira “dobradinha” da história do clube, são o exemplo vivo de que tudo vai muito bem dentro do campo. Mas fora dele o Dortmund tem um momento muito importante pensando no futuro próximo: saber como vai valorizar seu jovem e muito qualificado grupo.

Esta geração do Dortmund é fruto de um trabalho excepcional da direção e da comissão técnica. Lembremos que o clube esteve à beira da falência em 2005, justamente por gastar demais com jogadores de qualidade duvidosa ou que quase não produziram. A partir daí a política mudou: pararam de contratar medalhões, passaram a investir na formação de jogadores e no trabalho dos olheiros, conseguindo agregar muito talento antes que eles estivessem nos holofotes e valessem dezenas de milhões de euros. Assim chegaram Hummels, Subotic, Kagawa, Piszczek e Lewandowski, todos custando por volta de 5 milhões cada, somados a Gotze, Schmelzer, Sahin e Grosskreutz que foram revelados em casa.

O sucesso nos campos gerou um problema para o Dortmund resolver: proteger financeiramente esse grupo para não perdê-los facilmente para gigantes europeus sem que isso comprometa as finanças do clube como aconteceu na década passada. Os dirigentes do Borussia já viram que é uma tarefa muito difícil e vêm tendo dificuldade para renovar o contrato de alguns jogadores como forma de garantir a permanência deles ou a venda por um preço muito alto. Esse cenário gerou a venda de Sahin para o Real Madrid na temporada passada e vai forçar a saída de Kagawa (provavelmente para o Manchester United) agora. Os dois só tinham mais um ano de contrato, se recusaram a aumentar o tempo de duração e o clube realizou que tinha que vender (a adoção do Fair Play Financeiro da Uefa vai fazer com que nenhum time possa perder jogadores a custo zero no fim do contrato, pois isso é um prejuízo de receita irrecuperável).

Blaszczykowski tem contrato até junho de 2013. Subotic, Hummels, Schmelzer, Lewandowski e Gorsskreutz (todos titulares absolutos) têm compromisso até 2014. Ou seja, esses cinco últimos estariam na mesma situação de Sahin e Kagawa a partir da próxima temporada se não assinarem novos contratos. E são todos jogadores valorizados. Essa janela de transferências vai exigir da direção de futebol do Dortmund uma competência igual ou maior a que o time vem mostrando em campo.

Tecla SAP: Alex Ferguson estava no Estádio Olímpico de Berlim no último sábado, vendo o título do Dortmund. Segundo a imprensa inglesa, ele quer aproveitar a situação retratada no texto e de uma vez só contratar Kagawa, Hummels e Lewandowski. Salgou para o Dortmund?

Vitor Sergio

O DIA CHEGOU PARA O LADO AZUL DE MANCHESTER

[Texto publicado na minha coluna no Jornal Marca.BR nesta segunda-feira, dia 14 de maio, com algumas adaptações]

Foram 45 anos de espera. Nesse meio-tempo, o torcedor do Manchester City torceu para bons times, para outros medianos e também para alguns tristes de lembrar, com direito a rebaixamentos na trajetória. Mas o sonhado título inglês não veio. Para piorar, nos últimos 20 anos, além de não pode fazer sua festa, o torcedor do lado azul de Manchester viu os rivais vermelhos se cansarem de comemorar todos os tipos de taças. Mas tudo isso acabou neste domingo. E de uma forma que talvez tenha compensado essa “eternidade” de sofrimento, tirando o um doce já quase mordido da boca do odiado United.

Mais do que premiar esse sofrido torcedor, o título do City conquistado com dois inacreditáveis gols nos acréscimos da vitória por 3 a 2 sobre o Queens Park Rangers consolida um trabalho muito bem estruturado para alçar um time do meio da tabela para o topo do melhor campeonato nacional do mundo. Mesmo com dinheiro praticamente infinito, demorou três anos para conseguir isso, galgando parâmetros, como diria o ex-técnico da seleção Sebastião Lazaroni. Começou sendo recusado por muita gente desconfiada, depois pagando caro para contratar “grife”, até começar a acertar o passo, levando jogadores muito úteis em vez de apenas espetaculares, para preencher as necessidades do time e as lacunas de um pretendente a um troféu disputadíssimo. Assim chegaram Barry, Milner, Lescott, Yayá Touré, Nasri, entre outros, jogadores supereficientes para equilibrar com talentos como Aguero, David Silva e Balottelli.  O resultado começou a ser visto em campo, culminando com o título da Copa da Inglaterra na temporada passada. Mas faltava o título inglês.

Até os 49 do segundo tempo da última rodada parecia que o “projeto” demoraria mais um ano para atingir o ápice. Até o gol libertador de Aguero, trazendo justiça para o Campeonato Inglês 2011/2012. Porque o ninguém mereceu mais que o City levantar esse caneco. Um exorcismo que durou 45 anos.

COMPLICOU DEMAIS
A verdade é que a superioridade do City foi tão grande no campeonato, que a sensação clara é que o time azul de Manchester poderia ter sido campeão com várias rodadas de antecipação. No fim, o sufoco gerou uma emoção inesquecível.

ROBERTO MANCINI
Não sou de dizer que tudo é perfeito na hora do título. O técnico italiano Roberto Mancini tem vários méritos na conquista. De cabeça cito alguns: o 6 a 1 sobre o rival United, quando botou o time para cima mesmo ganhando, para se aproveitar da vantagem numérica, a adaptação de Yayá Touré como meia clássico para dar força ofensiva ao time e saber rodar e administrar o elenco de acordo com as necessidades da partida. Mas ele também errou demais ao longo da campanha. Muitas vezes foi conservador em excesso, acabou engessando um time que tinha qualidade para correr mais riscos e demorou muito para conseguir criar alternativas no esquema.

YAYÁ TOURÉ
Aguero foi o herói do título com o gol ao 49 minutos do segundo tempo. Mas o melhor jogador do Manchester City no campeonato foi o marfinense Yayá Touré. Várias vezes salvou a equipe batendo no peito e indo resolver, jogando em todas as posições do meio para frente. Às vezes até machucado.

LADO RUIM DO TÍTULO
Sou muito crítico do “modelo” de Chelsea, Manchester City, PSG, Málaga e outros times bancados por ricaços que gastam sem se preocupar com retorno. Isso é artificial e maléfico para o futebol em uma época que se busca equilibrar finanças. Falaremos mais sobre isso em breve ao abordar o Fair Play Financeiro.

Vitor Sergio

PERGUNTE QUE EU RESPONDO

PERGUNTE-QUE-EU-RESPONDO

Sexta-feira é dia de Pergunte que eu respondo. As regras são simples: você deixa sua pergunta até 23h59 desta sexta e eu respondo. Todas são respondidas (desde que sigam as “teclas SAP” abaixo e não seja um babaca). Mandem ver, pois vou respondendo aos poucos. Só peço atenção às observações:

Tecla SAP 1 Não se dê ao trabalho de fazer perguntas ou comentários “zé-graça”. Ficarão em branco.

Tecla SAP 2 Em média, são 200 comentários por sexta. E muitos vêm com várias perguntas. Isso dificulta muito, pois às vezes tenho que voltar à página anterior para lembrar qual era a pergunta. Demora muito para responder tudo. Vamos combinar então: uma pergunta por comentário. Se tiver mais de uma, vou responder só a primeira.

Tecla SAP 3 Não sei as chances de o Esporte Interativo transmitir o Campeonato Espanhol, NFL ou qualquer outro evento (inclusive se a NBA retornará!!!!), e muito menos qual a possibilidade de os Campeonatos Inglês e Italiano voltarem à grade. Portanto, não vou responder sobre novos conteúdos ou direitos de transmissão.

Tecla SAP 4 Não vou mais responder questões que podem facilmente serem encontradas procurando no Google. Por exemplo: Onde está jogando Fulano? Isso qualquer um que utiliza a Internet consegue descobrir em um site de busca. Essa medida é para eu conseguir responder a todos com mais agilidade. Peço a compreensão de todos.

Tecla SAP 5 Não vou mais comparar jogadores neste quadro, nem diretamente, nem dando um rótulo para ele. Existem pessoas que só perguntam para usar minhas respostas e tumultuar o blog. Farei essas comparações em post ou no Listas que Seguem, quando eu achar conveniente. Perguntas desse teor não serão respondidas.

O presidente da CBF, José Maria Marín, a esta altura, nesta quinta-feira, já deve ter visto a lista de convocados que Mano Menezes vai chamar na sexta, para os quatro amistosos da seleção principal. É só a sequência de fatos anunciados a três semanas quando disse que vai querer ver a lista de convocados do treinador para a Olimpíada de Londres dois dias antes de ela ser divulgada para a imprensa. Seria uma espécie de “espiadinha” no melhor (quer dizer, pior) estilo Big Brother. Muita gente tratou essa “espiadinha” como algo banal, quase algo “engraçadinho”, quando na verdade é um absurdo sem tamanho.

Para que o dirigente quer ver a lista? Para matar sua curiosidade e ter o ego massageado por saber os convocados antes de todo mundo? Só quem é muito ingênuo para achar isso. A única explicação cabível e razoável é que Marín, popularmente conhecido como “Zé da Medalha”, quer interferir na convocação. Se vai palpitar muito ou pouco na lista não vem ao caso. Mas fica muito claro que essa conferência prévia tem como objetivo avaliar e/ou modificar os 18 eleitos para brigar pelo ouro olímpico.

Mesmo Marín sendo o presidente da CBF, ele não tem o direito de opinar em uma lista de convocados. Em minha opinião não tem também a condição técnica para fazer isso. Sabemos que o Mano Menezes é uma “herança” de Ricardo Teixeira. Se a atual direção da CBF não confia em seu trabalho, que o demita. Agora, querer interferir em uma convocação de seleção brasileira é algo patético e que vai reforçar a crise de credibilidade que a camisa amarela atravessa.

TROCA DE IDEIA X INGERÊNCIA
Se a ideia de José Maria Marín é conversar com Mano sobre os nomes mas com ingerência zero no trabalho, ele poderia fazer isso após a lista ser anunciada. Teria o mesmo efeito de dar apoio ou mostrar cobrança ao técnico, mas sem possibilidade de ele se meter na definição dos nomes.

E O MANO?
Ainda não foi possível saber o que Mano Menezes pensa disso. Mas estou muito curioso. Qual será a reação do treinador ao lidar com essa possível ingerência? Será que na CBF estão forçando uma situação para ele se demitir?

EM PEQUIM…
O técnico Dunga, embora não admita, engoliu Ronaldinho Gaúcho na última Olimpíada, em 2008, após uma imposição de Ricardo Teixeira. Na ocasião, Dunga estava à beira da demissão e preferiu se apegar ao cargo.

Vitor Sergio

A VELHA SENHORA VOLTOU! FORTÍSSIMA E INVICTA

A fase que levou o futebol italiano a perder a quarta vaga na Liga dos Campeões para a Alemanha começou a terminar. Sem querer ser simplista, não existe um futebol italiano forte sem a Juventus forte. E a Velha Senhora voltou nesta temporada, fortíssima e, por enquanto, invicta. O título italiano conquistado no domingo, com a vitória por 2 a 0 sobre o Cagliari, é consequência desse cenário.

A Juventus campeã italiana de 2011/2012 é um reencontro com o passado, após dois sétimos lugares vergonhosos nas últimas duas temporadas. E esse reencontro se deu sem fórmulas mágicas ou milagres, mas sim com muito trabalho. A começar do técnico Antonio Conte, que chegou como uma aposta após trabalhos desastrados de vários técnicos nos campeonatos recentes e provou que merecia o cargo pela sua capacidade e não porque é uma das referências do vitorioso time das últimas duas décadas.

Conte soube armar seu time de acordo com os jogadores que tinha à disposição e variou muito as formações por isso. Ao longo da temporada usou pelo menos três esquemas (4-4-2, 4-3-3 e 3-5-2) sempre tendo como resultado muita eficiência e consistência defensiva. Não foi um time brilhante, seguindo a linha da equipe da qual fez parte nos anos 90 e 2000, mas fazia o que precisava em campo para conquistar os pontos. E na segunda metade da temporada, já com o time completamente na mão, conseguia alterar o esquema mexendo apenas no posicionamento dos jogadores em campo, sem fazer modificações. Muito mérito.

Com uma direção vinda do banco, mesmo com algumas opções difíceis de serem entendidas em um primeiro momento, os jogadores deram a resposta em campo. Barzagli e Chiellini formaram o pilar de uma defesa que levou 19 gols em 37 jogos, tendo a segurança do ainda monstruoso Buffon. Pirlo fez todos os milanistas se arrependerem de terem o liberado, sendo o maestro do time nos passes, nas bolas paradas e sem se machucar. A presença de Pirlo fez os outros dois jogadores do meio subirem de patamar. Marchisio e Vidal ganharam a confiança para aliar a marcação no meio com a chegada forte e qualificada ao ataque, resultado em muitos gols, o italiano na primeira metade da temporada e o chileno na segunda. Assim, o núcleo do time se formou e conseguiu seguir em frente mesmo com um ataque oscilante, mas que teve Matri e depois Vucinic quebrando o galho. Registre-se o papel da lenda Alessandro Del Piero em aceitar ser e ajudar como um coadjuvante e ainda fazer um gol importantíssimo como no 2 a 1 sobre a Lazio, aos 37 do segundo tempo.

A Juve está pronta para voos maiores na Liga dos Campeões? Acho que não. Faltam reforços de peso principalmente no ataque e nas “wingers”. Mas a Juve campeã italiana 2011/2012 fez o DNA da Velha Senhora voltar a circular em suas artérias. É um grande recomeço para ela e para o futebol italiano.

Tecla SAP I:
Começou na Itália a polêmica sobre o número de títulos da Juve, se 28 ou 30, considerando os dois que lhe foram retirados por causa do escândalo de manipulação de resultados que rebaixou a Velha Senhora para a Série B. A capa do Tuttosport retrata isso. Acho que a Juve, que foi admitiu sua culpa no caso, não deveria embarcar nessa. Seria passar um recibo de que o clube concorda com os responsáveis por essa vergonha.

Tecla SAP II: O novíssimo estádio da Juventus, inaugurado nesta temporada, também tem a sua participação no título. O clube foi o primeiro na Itália a acordar para algo vital que é a receita gerada em dias de jogos. E Inglaterra e Alemanha ensinarem que para isso é preciso ter uma casa moderna, algo que o Juventus Stadium supriu. Golaço de placa fora do campo, como no vídeo abaixo.

Novidade no blog! Em vez do texto, falei sobre as decisões no Rio e em São Paulo em vídeo. Dessa vez vocês não vão ler, mas ver as minhas impressões. Dei um pitaco também na decisão em Santa Catarina. É só dar o play! Depois, deixe sua impressão na caixinha de comentários!

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[Texto publicado na minha coluna no Jornal Marca.BR nesta segunda-feira, dia 30 de abril, com algumas adaptações]

Um dos maiores técnicos da história do Flamengo nunca entrou lá pensando em ficar muito tempo e conquistou, em duas passagens, dois Campeonatos Brasileiros, uma Mercosul e três Estaduais. Até pouco tempo, em tempos de crise, tinha quem pedisse para Carlinhos retornar ao comando, sem saber que ele nem tem mais saúde para isso. Essa mística do técnico interino que resolve, tão famosa no futebol, ganhou um novo capítulo agora com o italiano Roberto Di Matteo, do milionário Chelsea.

A temporada do Chelsea caminhava para o abismo, com o técnico André Villas-Boas fracassando em estabelecer a renovação pactuada com a diretoria tendo os resultados minimamente aceitáveis. Para fazer esse movimento, evidentemente, criou um relacionamento ruim com a “velha guarda” do elenco, especialmente John Terry, Frank Lampard e Didier Drogba. A soma desses dois fatores gerou a queda do português para a entrada do técnico interino italiano, com pouca experiência, mas com muita identificação com o clube e com os jogadores.

A partir daí o que se viu foi Di Matteo fazer o simples do simples, sem compromisso de futuro. Colocou-se ao lado dos jogadores, com um discurso no estilo “papai Joel”, deu moral aos veteranos em detrimento aos novatos (que até caíram de produção), colocou o time para jogar da forma que mais estava acostumado e ficou em posição de aparecer o menos possível. Assim, o time virou o confronto contra o Napoli, eliminou o poderoso Barcelona e está na final da Liga dos Campeões. E no sábado ganhou a Copa da Inglaterra. Não importa como termine essa história na decisão contra o Bayern, já é mais um caso comprovado da força do interino.

DUPLA DINÂMICA
Entre os que mais subiram de produção foram Frank Lampard e Didier Drogba, que protagonizaram o gol do título da Copa da Inglaterra, lembrando os velhos tempos. Pareceram fazer corpo mole antes, mas fazem a diferença.

NUNCA SABEREMOS
Já abordei o tema neste espaço, mas de novo se faz necessário: nunca saberemos se a bola entrou toda ou não no que seria o gol de empate do Liverpool. Não pode um esporte como o futebol ter dúvida se houve gol ou não.

ROBERTO MANCINI
Sou um crítico ao trabalho do italiano Roberto Mancini, do Manchester City, mas ontem ele foi muito bem tirando Nasri, metendo De Jong e liberando o volante Yayá Touré para virar meia. Ele fez os dois gols da vitória que pode ser a do título inglês.

É IMPRESSÃO OU…
… o time do Fluminense só joga quando quer? Esta temporada tem dado essa impressão. Quando os jogadores de frente mostram que querem, é um time muito difícil de ser parado. É fazer eles “quererem” mais vezes…

Vitor Sergio

PERGUNTE QUE EU RESPONDO

PERGUNTE-QUE-EU-RESPONDO

Sexta-feira é dia de Pergunte que eu respondo. As regras são simples: você deixa sua pergunta até 23h59 desta sexta e eu respondo. Todas são respondidas (desde que sigam as “teclas SAP” abaixo e não seja um babaca). Mandem ver, pois vou respondendo aos poucos. Só peço atenção às observações:

Tecla SAP 1 Não se dê ao trabalho de fazer perguntas ou comentários “zé-graça”. Ficarão em branco.

Tecla SAP 2 Em média, são 200 comentários por sexta. E muitos vêm com várias perguntas. Isso dificulta muito, pois às vezes tenho que voltar à página anterior para lembrar qual era a pergunta. Demora muito para responder tudo. Vamos combinar então: uma pergunta por comentário. Se tiver mais de uma, vou responder só a primeira.

Tecla SAP 3 Não sei as chances de o Esporte Interativo transmitir o Campeonato Espanhol, NFL ou qualquer outro evento (inclusive se a NBA retornará!!!!), e muito menos qual a possibilidade de os Campeonatos Inglês e Italiano voltarem à grade. Portanto, não vou responder sobre novos conteúdos ou direitos de transmissão.

Tecla SAP 4 Não vou mais responder questões que podem facilmente serem encontradas procurando no Google. Por exemplo: Onde está jogando Fulano? Isso qualquer um que utiliza a Internet consegue descobrir em um site de busca. Essa medida é para eu conseguir responder a todos com mais agilidade. Peço a compreensão de todos.

Tecla SAP 5 Não vou mais comparar jogadores neste quadro, nem diretamente, nem dando um rótulo para ele. Existem pessoas que só perguntam para usar minhas respostas e tumultuar o blog. Farei essas comparações em post ou no Listas que Seguem, quando eu achar conveniente. Perguntas desse teor não serão respondidas.

Emerson Leão provou nesta quarta-feira que é um sujeito muito diferente do treinador que passou pelo São Paulo em 2005 e era tão prepotente que em dada passagem ordenou que o porteiro do CT do Tricolor Paulista impedisse a entrada de qualquer pessoa nos treinos no local, mesmo que fosse o presidente do clube. Um dia o presidente Marcelo Portugal Gouvêa quis entrar lá e foi barrado pelo funcionário que estava no portão. O dirigente ordenou a abertura do mesmo sob pena de demitir os dois, o pobre do porteiro e o próprio Leão.

Sete anos depois, Leão se mostrou completamente diferente. No popular, colocou a viola no saco e engoliu a diretoria “diferenSSiada” do São Paulo, comandada pelo brilhante Juvenal Juvêncio, tirar da concentração um jogador que ele pretendia usar na derrota por 1 a 0 para a Ponte Preta, o zagueiro Paulo Miranda. Uma clara intromissão na parte técnica, algo vergonhoso em se tratando de um time de futebol. Depois desse fato, a expectativa era de uma entrevista coletiva explosiva de Leão . Nada disso aconteceu.

O que se viu foi um Leão escolhendo palavra para não entrar em colisão com a diretoria. Entre responder a agressão sofrida em nível compatível e manter o seu emprego, escolheu a segunda opção, mesmo transparecendo estar totalmente insatisfeito. Vamos ver a sequência disso, mas fica claro que Leão perde muito respeito com esse episódio lamentável. Da própria diretoria, dos jogadores e da torcida. Leão amansou.

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