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PRAGMÁTICO DEMAIS

Imagem: Globoesporte.com/pb

Mesmo atuando com 6 peças consideradas reservas, ontem, o Galo bateu uma das sensações do campeonato, o Paraíba de Cajazeiras(1×0), e manteve-se no topo. Assim como vem sendo de praxe do Treze em 2012, o alvinegro tem jogado apenas o necessário para conseguir as vitórias, e elas têm acontecido comumente de forma apertada.

O jogo foi de tempos distintos. No 1º, o Treze igualou o mesmo esquema utilizado pelo Paraíba(4-2-3-1) para que os pontas Thiago Cunha e Manu acompanhassem os laterais adversários. Algo semelhante ao que ocorreu diante do Botafogo(RJ). Entretanto, as equipes não foram bem na construção de jogadas, errando muitos passes, e o jogo chegou a dar sono.

Diferentemente, na 2ª etapa, vendo a fragilidade do adversário e a falta de criação no meio do Treze, Vilar optou pelo 4-2-2-2 com a entrada de Braw no lugar de Manu. Daí para frente, o Galo passou a tocar melhor a bola e chegar de forma melhor ao ataque. O gol marcado por Vavá foi apenas uma consequência de várias agressões seguidas à meta de Bel.

Agora, faltando 3 rodadas para o término da 1ª fase, o Treze precisa de “apenas” 7 pontos dos 9 que irá disputar para garantir-se matematicamente no topo da tabela até o final. Os problemas, no entanto, estão na força dos adversários – Botafogo(fora), Nacional(dentro) e Sousa(fora) – e nas próprias deficiências do Treze – que no Paraibano ainda não encontrou o futebol condizente com o elenco e investimento feito pelo clube.

O time ainda não tem um padrão técnico de jogo – pode confundir-se com entrosamento, jamais com posicionamento em campo – graças aos sequentes problemas envolvendo a falta de continuidade nas escalações – ora por suspensão, ora principalmente pela deficiência na preparação/reestabelecimento físico/clínico dos jogadores.

O fato é que já estamos na reta final da competição e o time não tem o toque de bola, a agressividade e os gols que a torcida esperava para quando o time “encaixasse”. Até quando?

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PELA FRENTE, SÓ DECISÃO

Imagem: globoesporte.com

A igualdade entre Campinense e Botafogo e o empate do Sousa, pela 13ª rodada do Campeonato Paraibano, além da vitória de 2×0 sobre o Auto Esporte, deixaram o Treze em situação cômoda na tabela.

É certo que o clube, que briga pelo título da 1ª fase, encontra-se apenas na  4ª colocação do certame, porém possui calendário atrasado, ou seja, disputou menos partidas em relação aos concorrentes, salvo o Paraíba, que também entrou em campo 11 vezes.

Imagem: globoesporte.com

Por outro lado, a situação também não é cômoda. Pelo contrário. O campeonato está só começando e o Galo tem à vista, dos 7 jogos restantes, no mínimo 4 confrontos muito difíceis – Campinense, Paraíba(casa), Botafogo(fora) e Sousa(fora), 2 difíceis – CSP(casa) e Nacional(casa), e 1 mediano – Flamengo(casa).

A meta é a mesma desde o início da competição: vencer todos os jogos daqui pra frente. Seria inadmissível um empate diante de CSP, Nacional e Flamengo, pelo nível de dificuldade do jogo e pelo fato de ser em casa. Os demais jogos, então, possuem caráteres decisivos e, por isso, vencer se faz imprescindível para somar os pontos necessários e de quebra desbancar os rivais.

E é dessa forma, entrando com o coração no bico da chuteira jogo a jogo, que o Treze pleiteia a liderança ao final desta 1ª fase.

Força, Guerreiros!

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DE CABEÇA ERGUIDA

Assim como aconteceu no jogo de ida, o Treze fez uma boa exibição, mesmo diante do adversário mais qualificado da temporada. Conseguiu um empate no Rio de Janeiro, perdeu nos pênaltis não só pela irresponsabilidade do Leo Rocha, mas também pela incompetência de Rone Dias e Anderson, mas saiu invicto da competição e com esperanças de finalmente “deslanchar” no Campeonato Paraibano.

A maneira que o Treze se comportou em campo agradou. Como o Botafogo atuava no 4-2-3-1, os ataques pelas pontas geravam o maior perigo para o Treze. Visando parar tais investidas, Marcelo Vilar postou o Galo no mesmo esquema(4-2-3-1), com Doda marcando pela esquerda e Márcio Carioca marcando pela direita, acompanhando os laterais botafoguenses até a defesa e deixando os atacantes com os laterais Celso e Adalberto.

Torcida do Treze comparece em bom número e por vezes calou o Engenhão.

Assim, o Treze forçou o Botafogo a investir pelo meio, onde não era possível efetuar cruzamentos para Loco Abreu e a dificuldade para manter a posse e fazer a assistência final era eminente, pois havia mais gente marcando por ali.

Com as pontas e o meio muito bem marcados, restou ao Botafogo contar com a ajuda amiga do árbitro da partida, que desde o início do jogo começou a marcar todo tipo de falta para o clube carioca apelar para as bolas paradas. O negócio era tão fajuto que se um jogador do Treze alisasse o do Botafogo, ele marcava a infração. Não à toa, o Treze “fez” 31 faltas – número muito alto.

Apesar de uma falta de compactidade na troca de passes, onde por vezes o executor do passe não via companheiro algum sem marcação por perto, o time não jogou apenas no chutão – salvo nos minutos em que estava com um a menos. Sabia o que fazer com a bola nos contra-ataques, sendo elogiado pela imprensa nacional pela qualidade técnica apresentada.

Após o empate em João Pessoa, o treinador do Botafogo, Oswaldo de Oliveira, disse à imprensa paraibana que o time do Treze era bom e que o resultado se deu pelo gol sofrido. Ao chegar no Rio, culpou a iluminação e gramado péssimos. No Engenhão, qual foi a desculpa? Seria pedir demais ter mais humildade e reconhecer que o Treze jogou bem?

Parabéns a todo o grupo, que foi guerreiro do início ao fim, e a Marcelo Vilar, que foi ousado, inteligente e findou por dar um nó tático no campeão brasileiro Oswaldo de Oliveira.

Agora, quero ver o mesmo empenho no Paraibano! O time já mostrou que é guerreiro quando quer, e que sabe jogar, então tem obrigação de entrar focado no título estadual para dar alegrias a maior torcida da Paraíba!

Destaques positivos

Beto

Anderson

Carlos Alberto

Destaque negativo

Leo Rocha

Sou de acordo que Leo Rocha teve culpa na derrota e que sua atitude foi no mínimo irresponsável e burra. Mas fica só nisso. Agredir o jogador foi uma atitude amadora de integrantes do Treze Futebol Clube. Dispensá-lo? Só o pênalti não justifica; somente um possível clima ruim entre os jogadores, ou reincidência, poderá dar razão à diretoria do Treze, que precisa agir com mais razão e menos emoção.

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ZZZZZZZZZ

Treze 2x1 Esporte deu sono até na bola.

Não sei quem ficou/foi mais sonolento. O torcedor, ao assistir a um futebol medíocre, ou os jogadores do Treze, que entraram em campo em ritmo de concentração para o jogo de quarta. O gramado do Amigão virou um Hotel e lá o time passou a descansar e, ao mesmo tempo, empurrar o jogo contra o Esporte com a barriga. No final, vitória sem graça de 2×1, contra um adversário que havia tomado 19 gols nos últimos 3 jogos.

E o futebol? Fraco. No primeiro tempo, o time jogou bem. Criou diversas chances de gol – o que é animador, pois antes o desentrosamento impedia isso – mas, por displicência dos finalizadores, não saiu para os balneários com uma goleada no placar.

Coube a Amaral Rosa – que mais tarde faria um gol contra – fazer a jogada, indo ao fundo, driblando o adversário e chutando cruzado para Márcio Carioca – o campeão de gols perdidos – dar um peixinho e abrir o placar.

Na segunda etapa, no primeiro lance, gol do Esporte. Sorte que este gol não saiu próximo ao fim. Mas, mesmo com uma superioridade imensurável, o elenco do Treze não colocou a bola no chão e atacou à base do “abafa”. Em uma jogada isolada, iniciada por Thiago Cunha, a bola sobrou para Vavá, que marcou seu 1º gol pelo Treze na temporada 2012.

Após o gol, o Galo puxou o freio de mão e não quis mais jogar.

Aí o Esporte, que só jogava à base do chutão, deu uns ataques aqui, outros ali, mas sem a mínima qualidade para fazer o gol de empate. O Treze ia se defendendo com Saulo e Adalberto, e um pouco com Amaral, os únicos que mantiveram o nível e não se privaram de dividir bolas e correr, como os demais enganadores que foram os demais atletas. O torcedor que pagou – e caro – pra ir ao Amigão saiu irritadíssimo com o futebol safado e a cara de pau dos jogadores, que não honraram a camisa do mais estruturado e de maior credibilidade clube da Paraíba.

Agora, o Galo soma 18 pontos, apenas 2 atrás de Campinense e Sousa, e com um jogo a menos que ambos.

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O TIME QUE HONRA A PARAÍBA

Treze entrou em campo com faixa com frase "Campina Grande tem time para torcer". E tem mesmo! Se chama Treze Futebol Clube.

Diferente do Campinense, que nunca passou da 1ª fase, e do Botafogo de João Pessoa, que tomou goleadas por cima de goleadas(10×0 e 7×0), na Copa do Brasil, quem honra as cores da Paraíba é o Treze. O resultado(1×1), ontem, diante do Botafogo(o original), pode não ter sido dos melhores, mas o Galo honrou o nome do estado e jogou sem medo do adversário, dominando-o em boa parte do jogo e criando mais chances de gol. Além disso, destaque para a torcida do Treze, que disse “não NEGO a Paraíba”, e se fez presente em ótimo número, mesmo a 120km de distância. O NEGO, por ironia do destino, é uma frase editada por um pessoense que, pelo jeito, não foi seguido pela maioria de seus conterrâneos, sem identidade e que foi valorizar o que é de outras terras.

A torcida do Treze chegou a protestar contra esse tipo ridículo e desprezível de “torcedor”. Veja aqui(Paraibaca, a PB não precisa de você) e aqui(Ah, Campina Grande).

Antes de mais nada, aviso que assisti ao jogo em duas oportunidades. Na primeira, ao vivo, na arquibancada do estádio Almeidão; na segunda, em casa, num tape do jogo.

Scout apresentado pelo canal ESPN não mente: o Treze foi um pouco melhor na partida. A derrota seria inadmissível!

Talvez o Treze não tenha nem jogado esta bola toda que a maioria da torcida está espalhando por aí, mas a carência do bom futebol tirou o senso crítico e o nível de exigência de muitos. Além de dominador, o Galo teve seus momentos de dominado. Mas não há como negar: foi o melhor jogo do time na temporada, e diante do adversário mais qualificado. Vai entender este Treze…

Os primeiros 18 minutos foram de domínio do Botafogo. Foram criadas algumas chances de gol, especialmente através de jogadas de linha de fundo, pela esquerda, mas que esbarraram na falta de pontaria dos cariocas. O Treze começou o jogo sem nervosismo, saindo bem do campo de defesa, mas quando chegava na hora da armação, errava muito na assistência final.

Porém, após isso, o Galo se valeu da inoperante marcação no meio-campo do Botafogo e começou a criar boas oportunidades, seja através dos passes de seus meias(Doda, que pouco errou na partida, deu viradas de jogo e encheu os olhos no quesito “raça” e Rone Dias, que aos poucos reencontra o entrosamento com Vavá e, em nível acelerado, volta a transparecer o craque de 2010) ou de cruzamentos do lateral Celso, que surpreendeu e fez boa partida(apesar de alguns erros defensivos). Márcio Carioca, uma verdadeira referência no ataque, participando de quase todas as situações ofensivas, mostrando presença de área, mas pecando na finalização(com o pé ou cabeça). Enquanto isso, o Botafogo errava muitos passes e, por isso, tinha dificuldade em chegar à meta trezeana.

No intervalo, a torcida do Treze saiu frustrada com o empate. Igualdade que, no fim do jogo, por intervenção dos detalhes do futebol, seria comemorada.

Na segunda etapa, semelhança com os primeiros minutos de jogo: até aproximadamente 20 minutos de jogo, o Botafogo tomou conta da partida. Oswaldo de Oliveira adiantou ainda mais a marcação do time carioca e forçou o Treze a sair no chutão. Aos 26, o que já era esperado aconteceu: o perigo das bolas paradas foi eminente. Desta vez, o Galo permitiu que a bola entrasse, através do argentino Herrera, que abriu o placar.

Aguerrido e em busca da alegria da torcida, o Treze não se deu por vencido e, mesmo visivelmente menos bem preparado fisicamente que o adversário, editou boas investidas para a meta de Jefferson. Nas melhores oportunidades criadas, Manu e Vavá desperdiçaram chances de ouro. Rone Dias cobrou falta no ângulo, mas o goleiro da seleção brasileira e do Botafogo foi buscar para encaixar.

Camisa 10 do Galo cobrou muito bem, mas parou no goleiro Jefferson.

Aos 47, quando poucos acreditavam e julgavam os deuses do futebol, pelo resultado totalmente injusto, eis que, em bate-rebate dentro da área carioca, Leo Rocha solta a bomba, a bola, que iria para fora, bate em Vavá e retorna para Léo, que chuta novamente, cruzado, para Manu só colocar o corpo para ela resvalar para o fundo das redes.

Infelizmente, a classificação ficou mais longe. Porém, é inegável que os guerreiros do Treze merecem todo o apoio pelo empenho demonstrado ontem e o heroísmo para empatar uma partida que para muitos estava perdida – aliás, esta tem sido uma premissa neste time do Treze, que fez gols no final contra Auto Esporte, Botafogo(a Xerox) e Sousa.

Méritos para Marcelo Vilar, que foi corajoso, alinhando o time no 4-2-2-2 e implantando uma mentalidade de marcação para os meias, que até então eram inertes para auxiliar os volantes. Mandou o time jogar como time grande, com a bola no chão, e como macho, e assim seus comandados acataram. Brilhou também a estrela do técnico nas substituições: assistência de Leo Rocha e gol de Manu.

Rumo a Tokyo!

Quem ama Campina Grande apoia os seus clubes locais. Minha cidade não precisa de paraibacas!!!

mariopordeus

PLANO DE JOGO

Treze treina forte visando a vitória diante do Botafogo(RJ), pela Copa do Brasil.

Eu gosto assim. O Botafogo do Rio chegou na Paraíba de salto alto. Desembarcou do avião e, sem passar pelo saguão do aeroporto, onde havia dezenas de paraibacas à espera dos seus “ídolos”, entrou num ônibus e seguiu para o hotel. Concentração excessiva? Se for, também faz mal. O ponto positivo, ao meu ver, foi a “quebrada de cara” dos sem vergonhas que são paraibanos e “pagam pau” para o que é dos outros. Pior(ou não) é a micro-torcida do Botafogo de João Pessoa(aquele time que pra ser feito fez um Ctrl C + Ctrl V no original e pra diferenciar em alguma coisa menstruou a estrela do símbolo) seguirem o mesmo caminho.

Dentro de campo, o Botafogo(o original, claro) terá problemas: Marcelo Mattos(volante, já marcou gol no Treze, em 2007, quando atuava pelo Corinthians), os meias Andrezinho e Fellype Gabriel e o atacante Loco Abreu(discípulo de Zagallo, também amante do número 13). Apesar dos desfalques, o técnico Oswaldo de Oliveira deverá manter o sistema 4-2-3-1 com Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira, Márcio Azevêdo; Lucas Zen, Renato; Elkesson, Felipe Menezes, Caio; e Herrera.

Para o clube carioca, entretanto, o maior reforço foi a perda de mando de campo trezeano. Com isso, o Galo perde o seu caldeirão, onde, salvo a derrota para o São Paulo(em Fevereiro de 2011), só perdeu em Maio de 2009 e, na própria Copa do Brasil, já bateu Atlético-PR(2001), São Paulo(2002), São Caetano, Coritiba e Fluminense(2005).

Apesar da disparidade técnica e de estrutura, ninguém no Treze pode negar que o objetivo é de repetir 1982, onde o Galo venceu o Botafogo, pela Taça de Ouro, pelo placar de 3×1.

Por sua vez, o estrategista Marcelo Vilar deve(se não, deveria) optar pelo 3-3-2-2. A adoção do esquema teria as finalidades de dar uma maior consistência defensiva ao time e permitir a entrada de mais um jogador alto, uma vez que o Galo deverá ser “bombardeado” com muito jogo aéreo. Outro fator de preocupação é a mobilidade/velocidade do time.

Sugestão:

Esquema 3-3-2-2

GOLEIRO > Felipe(1) > Achei melhor que o Beto, pelo menos nas saídas de gol. Como o Bota vai jogar bastante à base de bolas alçadas na área, poderia ser um benefício compensador.

ZAGUEIRO DIREITO > Tiago Messias(5) > Já vem treinando há muito tempo e está em forma física. Não está com tanto ritmo, mas simplesmente é craque(coisa que muito torcedor tem esquecido). Mesmo da forma que se encontra, é melhor que Adalberto, e sua escalação ainda manteria Anderson na sobra, onde rende mais. Melhor que Saulo também.

LÍBERO > Anderson(3) > Na sobra, onde rende mais – não precisa de tanta velocidade para jogar nesta posição.

ZAGUEIRO ESQUERDO > Cenedesi(4) > Para a zaga esquerda, o canhoto Cenedesi aparece bem melhor – a julgar pela ótima exibição diante do Botafogo e do bom começo de jogo contra o Sousa – que Adalberto. Perde apenas na estatura(1,78 x 1,85).

ALA DIREITO > Carlos Alberto(2) > Assim como no caso de Messias, é quando a técnica vence a condição física. Celso(que também perde na estatura), após a exibição covarde e ruim contra o Sousa, não merece jogar Copa do Brasil. Carlos Alberto já jogou na posição de lateral-direito, contra o Auto Esporte, e pode ser uma boa saída.

CABEÇA-DE-ÁREA > Amaral Rosa(7) > Está desentrosado. E daí? Leomir mesmo com 100% de entrosamento ainda erra passes e perde a bola. As questões físicas(força e estatura) e técnicas devem prevalecer.

ALA ESQUERDO > Cleiton Cearense(6) > Não tem o que inventar.

MÉDIO-VOLANTE > Rone Dias(8) > Arma nas bolas paradas e perigo nos lançamentos de trás. Poderia jogar auxiliando a defesa quando o Treze é atacado e virando o meia-armador quando tivermos a bola.

ARMADOR > Doda(10) > Apresentou melhoras no jogo contra o Sousa e dá esperanças de editar um bom futebol. Seria o único “baixinho” do time, mas para a posição que jogará, não há problemas.

SEGUNDO ATACANTE > Vavá(11) > Sem Thiago Cunha, ele é o dono da 11.

CENTRO-AVANTE > Márcio Carioca(9) > Outra posição que não há segredo. É ele e pronto.

É um time que presa muito mais pela técnica e estatura dos 11 iniciais, e deixa um pouco de lado ritmo de jogo e entrosamento. Mas não vejo razão para escalar dois canhotos na zaga(ou Saulo), Leomir e Celso.

O que acham?

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mariopordeus

EMPATE INDIGESTO

Em jogo de alto teor de importância para a consolidação de uma boa colocação na tabela do Campeonato Paraibano, o Treze não saiu da igualdade de 2×2 diante do Sousa e manteve a série de três empates seguidos com o time sertanejo em fases classificatórias dentro do Amigão. Houve empates em 2010(2×2 com gols de Cléo e Diego Torres) e 2011(1×1 com gol de Warley após cruzamento de Tigrão).

Enquanto o time não se entrosar, enfrentar times que atuam no contra-ataque rápido vai ser sinônimo de “novela” para furar os bloqueios e marcar gols. Ontem, por exemplo, a bola parada salvou. Não fossem os dois belos gols de falta do lateral Cleiton Cearense – que foi bem na partida, paralelo aos tentos marcados – dificilmente o Treze conseguiria marcar mais que um gol no Sousa.

O Treze começou no 4-2-2-2 com Felipe; Ferreira, Anderson, Adalberto, Cleiton Cearense; Leomir, Neto Maranhão; Rone Dias, Doda; Thiago Cunha e Márcio Carioca.

No 1º tempo, o time começou com boas triangulações ofensivas, mas nem sempre com objetividade. Do outro lado, o Sousa levava perigo na maioria das vezes que ia ao ataque, valendo-se da velocidade do seu quadro ofensivo e das bolas alçadas na área. Quando o jogo estava “lá e cá”, eis que um gol sousense, aos 35min, baixa a “crista” do Galo, que passa a literalmente “quebrar a bola” no Amigão. 10 minutos de “terror” que renderam vaias aos atletas. Detalhe que, na hora do gol, os quarteto ofensivo do Treze apenas assistia de camarote ao lance, quando deveria ao menos um dos meias estar auxiliando na marcação – por isso defendo a escalação de um médio(Celico, Braw e Carlos Alberto) no lugar de um dos armadores(Doda e Rone Dias).

Na 2ª etapa, atrás no placar, o Treze partiu pra cima, agredindo bastante o adversário, mas desguarnecido atrás. A falta de cautela e qualidade nos passes – especialmente por parte de Cenedesi, que jogou muito mal de volante – resultou em bola tomada e lançamento longo para Eduardo Rato, que fez 2×0.

O Sousa marcava com força excessiva e sem dar muitos espaços, mas o Treze não “jogou a toalha”. Marcelo Vilar, após entrar com um errado 4-2-2-2 e falhar ao avançar Cenedesi para a linha de volantes, acertou ao colocar Vavá no seu lugar, recuar Rone Dias(para jogar de frente para a zaga e efetuar lançamentos longos para os atacantes), postando o time no 4-2-3-1, com Doda no meio, Thiago Cunha(esquerda) e Márcio Carioca(direita) nas pontas e Vavá centralizado.

A mudança deu certo e deu mais ofensividade ao Treze, enquanto o Sousa se retrancava. Diversas chances foram criadas, frequentemente com ligações diretas entre defesa e ataque, jogadas que exigiam muita qualidade individual dos três atacantes. Em dois lances similares, o Treze esteve com a bola na entrada da área e foi derrubado pelo adversário. Não deu outra: Cleiton Cearense, contrariando as estatísticas de que dificilmente um jogador faz dois gols de falta no mesmo jogo, assim o fez e empatou a partida para o Galo.

No fim, ainda foi de se lamentar o jogo “amarrado” pelo árbitro, tiros de meta mal marcados em favor do Sousa(em vez de escanteio) e até pênalti em Thiago Cunha(houve dois lances polêmicos, dos quais acredito que no 2º houve a infração máxima).

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mariopordeus

4-4-2 EM LOSANGO OU 4-2-2-2?

Proposta visa sacar Doda - que vem improdutivo - e deslocar Celico da ala esquerda - onde vem apenas regular - para o meio, onde está mais eficiente que Doda e ainda somará à equipe taticamente, auxiliando na marcação e não deixando o time tão desguarnecido como esteve diante do Botafogo.

Há de se avaliar as variações do esquema 4-4-2 e aplicá-las de modo que exprima o que há de melhor em cada jogador e, com maior relevância, no conjunto da obra dos 11 iniciais da equipe. Sempre fui de acordo de que um time que possui 2 alas bons no apoio e frágeis na defesa merece um esquema que lhes conceda liberdade para atacar e, em consequência, cobertura na defesa. Significa dizer que é necessário que o time tenha, entre zagueiros e meio-campistas, pelo menos 5 homens que saibam defender – partindo da premissa de que haverá 2 homens na área, 2 no meio-campo e mais um para cobrir um dos lados dos laterais não marcadores.

No 4-2-2-2 que iniciou contra o Botafogo, tínhamos 4 – Anderson, Cenedesi, Leomir e Neto Maranhão. Jogar com 2 laterais que não sabem marcar e 2 meias que marcam menos ainda deixou o time “aberto” e muito exposto às ofensividades adversárias, que só não foram concluídas por falta de qualidade.

Alie essa disposição tática à má fase do meia Doda e tenha a certeza de que ele deveria ser sacado por um homem que joga na meia e também pode ajudar na marcação no meio-de-campo.  E, enquanto o médio Carlos Alberto não tem condições de jogo, este homem é Celico.

O canhoto de 29 anos foi um dos mais importantes jogadores do elenco do Treze em 2011. Começou sua carreira na meia-canxa e, neste mesmo setor, já ajudou o Treze a conseguir vitórias. Mas sendo ele considerado mau marcador na lateral, por que seria o auxílio à marcação uma de suas virtudes no meio-campo? Vamos lá: na lateral, ele atua sozinho e compromete quando não tem cobertura devida, costumeiramente tomando “bolas nas costas”; no meio-campo, entretanto, há muitos companheiros próximos e o espaço para o adversário fazer jogadas é menor. No próprio Treze, alguns atletas já desempenharam a função de médio-volante(ataca e defende), a exemplo de Maurício(2006), Daniel(2009), Pio(2010) e Chapinha(2011).

Neste ano, o lateral-esquerdo não vem se destacando. Não vem mal, mas está a apresentar futebol apenas regular. Por coincidência, seus melhores 45 minutos de 2012 foram o primeiro tempo do Clássico dos Maiorias, onde jogou no meio-campo – na segunda etapa, ele voltou para a lateral. Então, por que não “arriscar” mudar sua posição?

E quem assume a lateral-esquerda? O bom Cleiton Cearense, que defende com raça, efetua bons lançamentos e cruza bem(ver bola alçada por ele no “gol” anulado de Thiago Cunha, contra o Botafogo).

Por fim, a troca seria do 4-2-2-2 pelo 4-4-2 em lonsago(ou 4-1-2-1-2) – com Leomir(contenção); Neto Maranhão(direita), Celico(esquerda) e Rone Dias(armação). O camisa 5 fica como cão de guarda; os dois médios defendem quando o time está sendo atacado e sobem quando tiver a posse de bola; Rone Dias só pressiona a saída do adversário mas se preocupa em efetuar passes de gol.

Ao meu ver algo bem melhor do que o já explicado desguarnecimento do 4-2-2-2, onde Leomir e Neto Maranhão “se matam” para parar o adversário; Neto não tem muita liberdade para sair pro jogo, uma vez que ninguém lhe cobre; Rone Dias fica se preocupando em marcar; e, por fim, ainda tem o “peso morto” Doda, bom jogador, mas que não atravessa uma boa fase.

4-1-2-1-2(4-4-2 em losango).

4-2-2-2

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mariopordeus

VITÓRIA IMPORTANTE

Maior da Paraíba comemorou a boa vitória diante do Botafogo, domingo, no Amigão

Em jogo decisivo diante do Botafogo de João Pessoa, o 8º do Treze pelo Campeonato Paraibano, o Galo fez a justiça prevalecer no futebol e venceu pelo placar apertado de 1×0. O Botafogo bem que tentou segurar o empate, retardando os reinícios da partida e tendo o árbitro Renan Roberto como aliado, uma vez que ele era conivente com a “cera” tricolor, mas o estreante Thiago Cunha não deixou – após ele marcar gol polêmico, que foi invalidado, foi persistente e abriu o placar novamente, aos 40 minutos da etapa final.

O Treze iniciou o jogo no 4-2-2-2 bem definido: com 2 volantes e 2 meias, que não marcam. Com o Bota aguardava todo no campo defensivo, o Treze tinha mais posse de bola, mas pecava demais nos passes errados e acabava não apresentando perigo ao bom goleiro André Zuba. Já o Botafogo se valia do time bastante “aberto” que tinha o Galo, e explorava contra-ataques que seriam perigosos se o time da capital não fosse tão fraco tecnicamente.

Na segunda etapa, Vilar mexeu bem no time. Trocou Márcio Carioca por Vavá, dando mais mobilidade ao time; em seguida, retirou Doda para a entrada de Braw. Com o gás renovado, o Treze agrediu ainda mais o adversário e produziu um segundo tempo não de espetáculo, mas de muita emoção, diante de uma agremiação que só marcava e torcia para que o tempo se esgotasse.

E foi com assistência de Braw, que bateu cruzado na bola que encontrou os pés do artilheiro Thiago Cunha, que balançou as redes e fez as pazes com a torcida alvinegra!

Abaixo, a análise das exibições de cada guerreiro que entrou em campo.

Beto > Fez boa atuação, com segurança. Mas foi fruto da injustiça: enquanto o goleiro do Botafogo fez “cera” desde o início do primeiro tempo e não tomou nenhuma advertência, o arqueiro trezeano foi vítima do método “dois pesos e duas medidas” e tomou o cartão amarelo ao final do jogo. Está fora do próximo embate, diante do Sousa.

Ferreira > Péssima exibição. Que ele não marca, isso já espera-se dele. Mas com a bola nos pés, não editou o bom futebol de sempre e errou muitos passes, sendo inútil ao time.

Anderson > Poupado no sertão no meio de semana(o atleta está “pendurado” com dois cartões amarelos) para jogar contra o Bota e parar o jogo aéreo adversário, o camisa 3 correspondeu.

Cenedesi > Se o jogador vinha desagradando a comissão técnica por ser lento para jogar de volante, eis que a resposta foi dada: o camisa 4 é zagueiro e, se depender do futebol conciso que editou nessa tarde, será titular sem muitas delongas na zaga trezeana. Não perdeu uma dividida nem passe e os chutões para frente sempre eram conscientes – procuravam um companheiro.

Celico > Já está na boca do povo que o lateral não é o mesmo de 2011. Verdade. Resta saber qual o motivo disso e consertar antes que seja tarde. Ontem, mais uma atuação apenas regular.

Leomir > Jogador vem melhorando a cada partida. Depois de ir bem no Clássico dos Maiorais, o atleta exibiu-se de boa forma no Clássico Tradição, desarmando jogadas e saindo bem pro jogo. Só está a pecar no jogo aéreo.

Neto Maranhão > Vibrei com sua contratação e, ontem, ratifiquei o que já esperava do futebol que vi anteriormente. Jogador inteligente, de bom passe, que arma, finaliza com força e utiliza as duas pernas para bater na bola. Apenas alguns erros de passe, porém que serão dirimidos ao máximo quando o jogador se entrosar com o restante do grupo.

Rone Dias > Atuação muito ruim. Errou muito passe, insistia em lançamentos longos que não davam certos, cruzamentos e foi desarmado algumas vezes. Também acertou e não deixou de dar certa qualidade ao meio-campo, mas foi muito pouco para a sucessão de erros editados. Precisa de três coisas: 1) Estar bem fisicamente; 2) Se entrosar com os companheiros; 3) Ter compromisso com os objetivos do clube e não querer ser estrela, coisas que já aconteceram anteriormente em sua carreira(no próprio Treze, inclusive).

Thiago Cunha > Ajudou o time a ter jogadas pelos flancos, correu, batalhou, brigou com os zagueiros. Esse Thiago Cunha é o tipo de jogador que alia a raça à boa técnica – é bom cabeceador, tem velocidade e finaliza bem. No fim, foi premiado com o gol.

Márcio Carioca > O Treze pouco criou e ele pouco teve chances de aproveitar alguma oportunidade. Mas, ainda assim, merece continuar na titularidade até que Vavá prove o contrário.

Cleiton Cearense > Foi utilizado em 7 dos 8 jogos do Treze até então e vem correspondendo. Foi dele o cruzamento para o “gol” anulado de Thiago Cunha.

Braw > Entrou bem no jogo e deu vida nova ao time. Ainda deu a assistência para o gol de Cunha. Ganhou crédito na praça.

Vavá > Entrou para dar mais mobilidade ao ataque e assim, e apenas isso, fez. Faltou uma jogada decisiva ou um gol, que é o que se espera dele. Mas, assim como Neto Maranhão, Rone Dias, Léo Rocha e outros, vai melhorar seu futebol com o tempo.

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mariopordeus

ALERTA VERMELHO

O Maior clube do estado da Paraíba tem feito, até aqui, uma campanha medíocre em relação ao seu tamanho e sua hegemonia recente no futebol paraibano. São 7 jogos , 3 vitórias, 2 empates e 2 derrotas.  O que deveria estar, no mínimo, com 4 vitórias e 3 empates(somando 15, e não 11 pontos).

A esperança, e é o que todos afirmam, é que vai entrar muita gente boa no time. Mas o problema é que, nestes moldes de pontos corridos, não se pode pensar apenas no longo prazo. Cada ponto perdido fará falta lá na frente.

O 4-4-2, tão solicitado pela torcida, sucumbiu mais uma vez. Jogamos assim contra o Nacional(Anderson foi avançado para a linha à frente da zaga) e ontem, contra o Paraíba. Não vou mais explicar o porquê da necessidade do 3-5-2 num time que tem os maus marcadores(e, por outro lado, ótimos apoiadores) Celico e Ferreira; que tem um zagueiro como Anderson, que rende muito mais jogando na sobra; que NÃO é sinônimo de retranca, uma vez que se utilizam sempre dois volantes que sabem jogar etc. Só e somente só após a chegada de mais um volante, além de Neto Maranhão, o time poderá jogar no 4-4-2(e não vale querer improvisar Carlos Alberto; tem que ser um volante duro, de boa marcação).

Mais: Se for pra jogar com volantes sofríveis como esses, melhor sempre escalar Celico na posição e por o bom Cleiton Cearense na lateral.

Os próximos 4 jogos são uma sequência dentro do Amigão. Não vou mentir que nunca gosto dessas “sequências em casa”. E outra: pensar que vai ser fácil é extremamente equivocado. Principalmente nos dois primeiros jogos, onde ambos são antecedentes das partidas na Copa do Brasil e, por razões óbvias(ninguém quer deixar de jogar contra o Botafogo, em transmissão nacional), o time pode perder o foco. Isso sem falar da força que vêm imprimindo Botafogo e Sousa, nesta competição. Depois, é atropelar ou atropelar Esporte, Flamengo, Auto Esporte(fora) e CSP.

No mais, é trabalhar para arrumar a casa enquanto há tempo.

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