Luan Knaya

TIME VERGONHOSO CHEIO DE ESTRELAS

Ao longo da temporada, o Los Angeles Lakers alternou muito entre um time que disputa o título e um time vergonhoso com estrelas. Na noite de ontem, o Roxo e Dourado jogou como a segunda opção. Atenção, agora é o momento em que tenho uma opinião polêmica, e sim sou torcedor do Lakers, mas foi o que o primeiro e esperado encontro entre Lakers e OKC Thunder me apresentou. Acho que o Lakers vence o jogo 2, pelos seguintes motivos:

1º – Time não teve dificuldades para municiar Andrew Bynum. Normalmente, quando ele recebe a bola, o time ganha. Ontem, foi exceção.
2º – Kobe não forçou arremessos (18 tentativas, sem jogar o quarto período).
3º – Pau Gasol não foi para o jogo. Se ele responder como fez no jogo 7 contra o Denver, acerto meu palpite. Ou como Kareem Abdul-Jabbar em 1985.
4º – OKC Thunder acertou tudo! Além do habitual show de Kevin Durant, James Harden e Russell Westbrook (que deve se repetir), Mohamed acertou “fade away”, Daequan Cook e outros caras também foram muito bem em aproveitamento (provavelmente não repetirão tal percentual – OKC acertou impressionantes 53% de quadra e bateu 29 lances livres).
5º – Time é velho e 48 horas antes estava em outra cidade num jogo 7 – sempre exige mais fisicamente. No jogo 2, depois de descansar o quarto período todo, eles têm experiência suficiente pra administrar o péssimo resultado inicial é jogar com disciplina.
Alguns ajustes precisam ser feitos. O primeiro é sabido desde 2008: o pick and roll na cabeça do garrafão com o pivô que está sendo marcado pelo Bynum. Ele simplesmente não consegue tomar as decisões certas e quando você coloca um cara agressivo (como o Harden), essa jogada se torna letal. Outro ponto correlato é o número de lances-livres. O Thunder lidera a NBA em lances-livres batidos por jogo e o Lakers, por sua vez, não é um time que comete muitas faltas; esse duelo, assim como os rebotes, vai decidir a partida e, consequentemente, a série.
Além disso tudo que disse, do ponto de vista do Lakers, tem o adversário na história. Esse, na verdade, é o principal fator. Já foi época em que o destino da série dependia do Lakers, que hoje, torce para os garotos sentirem um pouco o momento e/ou cometerem erros de execução.


Antes de escrever esse texto, e mesmo mantendo meu palpite para o jogo 2, ia dizer que nunca um time campeão tomou um sacode desses. E não é verdade. Essa é apenas a minha memória. Lendo o twitter, alguém lembrou de 85, que não estava nascido, mas vi o DVD da série. Naquela ocasião, o Lakers tomou um sapeca Iaiá no jogo 1 – conhecido como o massacre do “Memorial Day” – e voltou forte no jogo 2, também fora de casa; Kareem sumiu na derrota e pediu desculpas aos companheiros pela sua atuação na estréia da série, porém veio espetacular na segunda partida (30 pontos, 17 rebotes). Sabe por que eles jogaram com tanta intensidade? Porque sabiam que a atitude na segunda partida seria decisiva. E pro Lakers de Kobe e Bynum não ser varrido, precisa jogar com tamanho desespero e sentido de urgência. Se der Thunder no jogo 2, o Lakers vira oficialmente um time vergonhoso cheio de estrelas.

LeBron James é o melhor jogador de basquete da atualidade. Tem tudo para conquistar o terceiro prêmio de MVP. Até agora, exceto uma semana espetacular de Kobe, apenas o Kevin Durant tem sido um adversário à altura nessa disputa individual. Paradoxalmente, o astro do Miami Heat insiste em não se associar ao poder de decisão, e nem mesmo tenta fechar os jogos (se você quer exemplo, sugiro os seguintes: as finais da NBA ano passado, All Star Game de 2012 e o último jogo contra o Jazz). Por isso, preciso da sua ajuda a responder a seguinte pergunta: por que ele simplesmente não arremessa bolas decisivas? Escolha uma das opções.

Opção 1 – Ele não GOSTA de decidir. Não vê benefício nisso. A grana está entrando, o sucesso aumenta a cada dia e o time vai bem; forçar bolas seria marketing e ouvir demais a críticas. Ele é um jogador de time e prefere ludibriar os marcadores ao fingir que vai chamar a responsabilidade e achar um companheiro bem posicionado. Não é só porque é uma máquina de jogar basquete (que, leia-se, deveria ser capaz de marcar a cada posse), que LeBron vai ouvir o mundo todo e tentar pontuar e fazer os adversários sofrerem por não serem fortes/rápidos/ágeis/bons/inteligentes como ele mesmo. Ele simplesmente não se importa.

Opção 2 – Ele não QUER decidir. Repare no destaque da palavra. A diferença do item anterior e o que desejo dizer aqui é que ele não se enxerga como efetivo em decisões e quer dar chances aos companheiros; é como se aceitasse o status de amarelão e tentasse fazer o melhor possível com isso, ou seja, passar pro Deron Williams e bater o lateral no ASG e passar pro Udonis Haslem na cabeça do garrafão contra o Utah Jazz. Nessa opção, faz sentido ele levar seus talentos para South Beach, onde teria muita ajuda nessa hora em que simplesmente entra em pânico. Isso não o diminui como jogador bom que é; só não decide. Paremos de compará-lo com o Jordan e segue-se a vida.

Opção 3 – Somos muito injustos com ele. Apesar de não ter muitos “buzzer beaters” (bola no estouro do cronômetro) na carreira (eu só me lembro de um jogo de temporada regular contra o Warriors e uma bola “espírita” contra o Orlando Magic na final do leste), LeBron James é extremamente efetivo nos momentos decisivos, tanto que seu time chegou à final da NBA duas vezes, isso para não mencionar outras boas campanhas, sendo que o time do Cavs era bem fraco. Se ele fosse um jogador de hóquei, isto é, efetivo apenas em três períodos, o time dele não iria tão longe. Na final do leste ano passado, acertou bolas fantásticas, que seriam eternizadas se no fim da temporada tivesse um anel de campeão. O mesmo vale para o que fez em 2007 com o Detroit Pistons; o cara anotou os últimos, sei lá, 20/30 pontos do time no quarto período e na prorrogação. Esse cara não pode ser chamado de “amarelão” nunca.

Opção 4 – Ele veio do futuro e sabe que vai encerrar a carreira cheio de títulos e várias bolas decisivas. Está criando a “fama” de amarelão para um belo dia começar a matar bola atrás de bola. Sabe como é… Mais fácil inverter uma fama, do que construir uma. Basta um título e uma bola antológica que ele vai virar o “closer dos closers”.

Eu acho que é um pouquinho de cada opção, com peso grande para a 2 e a 3. E você?

Luan Knaya

A VISITA DE KAREEM ABDUL-JABBAR AO BRASIL

A visita de Kareem Abdul-Jabbar ao Rio de Janeiro foi diferente do que as outras lendas que presenciei. Sem querem parecer presunçoso, sempre que posso encontro os brasileiros da NBA e já estive em eventos com lendas como Dominique Wilkins e Sam Perkins, além de atletas como Luke Walton, Shawn Marion, Samuel Dalembert, etc. O maior cestinha da história da NBA é funcionário do consulado dos Estados Unidos e, portanto, o vínculo com o Melhor Basquete do Mundo são “apenas” estatísticas e recordes. O ex-jogador em questão nunca foi de meias palavras. E, ironicamente, não foi, nem precisou ser diplomático, mesmo trabalhando pra quem trabalha. Aliás, na próxima vez que for tirar meu visto vou tentar ligar pro Kareem e ver se ele minimiza o preço, as etapas e a espera na fila. Se bem que até lá o Brasil nem deve precisar mais de visto.

Voltando ao assunto mais basquetebolístico possível, ele falou bastante sobre NBA, mas sempre olhando pra questões sociais. Confesso que me impressionou bastante ver um cara com tamanho currículo exaltando não os prêmios de MVP, títulos, jogos das estrelas e afins (que muitos de nós gostaríamos de ter), mas sim a vida que eu e você temos, o quanto se ajuda a vida dos outros e o que se faz depois da aposentadoria, destacando os estudos e etc. Ele falou do fundo do coração, mais de uma vez.

Kareem vê os jogadores de hoje pouco envolvidos com a comunidade, mesmo ganhando o quanto ganham – coisa que salientou algumas vezes. Kareem acha o Bill Russell o melhor da história e não o MJ. Kareem acha que ninguém baterá seu recorde porque hoje se ganha tanto que não se precisa jogar até a idade que jogou. Kareem não quis muito crédito pelo desenvolvimento do Andrew Bynum – ao contrário do Kwame Brown -, nem pelo seu famoso “Sky Hook. Kareem acha que o lockout faz parte dos negócios e vai acontecer de tempo em tempo. Kareem não esconde que deseja ser técnico principal. Kareem não tem papas na língua. Eu avise…

A presença de um cara desse no país significa muito mais do que nós, apaixonados pela bola laranja, podemos imaginar. O discurso dele está alinhado com o que, na minha opinião, mais precisamos como país: educação.

Enfim, há muito tempo que não escrevia no blog e só queria compartilhar com vocês a alegria que foi esse dia de poder falar com um ídolo e perceber em pequenas atitudes porque Kareem teve tanto sucesso na vida. Se ele não tem estátua no Staples Center e não querem deixar ele ser técnico, azar do Staples Center e do time que não tem um cara desse no comando.

Sem papas na língua posso dizer, é muito bom pra nós mortais sabermos que o melhor da vida vem estudando e se desenvolvendo como ser humano. Por alguns momentos parece que o sucesso é pra quem escolhe os atalhos.

Há muito tempo que eu não escrevia nada no blog. Pode parecer surpreendente, mas a minha principal função no Esporte Interativo é gerir tudo relacionado a futebol. E a minha falta de escrita reflete a falta que faz a NBA no cenário “basquetebolístico” mundial. Tivemos, recentemente, vários fatos relevantes, tais quais a classificação do Brasil pra olimpíada (masculino e feminino), finais da WNBA, Flamengo x Brasília, etc. E mesmo assim eu não me sentia obrigado a escrever, tampouco refletir sobre nada. Parece que meu mundo não está completo. E tudo isso porque sempre sabia a todo momento que a temporada da NBA não estava garantida. Agora é oficial: não teremos as duas primeiras semanas do Melhor Basquete do Mundo.

Aqui vão algumas considerações sobre o ocorrido, SEM NENHUMA INFORMAÇÃO PRIVILEGIADA; são apenas pensamentos do que imagino que seja o cenário atual. Acho que um consenso no beisebol, hóquei e NBA  é a quantidade exorbitante de partidas na temporada regular. Isto é, essas duas semanas, à princípio não atrapalham tanto. E por isso nenhuma das partes envolvidas quis ceder nesse primeiro momento. Por isso que as frases são sempre em tom pessimista, tentando mostrar força para o “outro lado da moeda” e tentando, portanto, induzir a outra parte a ceder antes. Seria uma estratégia inteligente se não fosse a mesma utilizada por todos os lados. É como uma mesa de poker em que todos blefam ou que todos passam. O jogo, digo, as negociações não fluem. Aproveitando a metáfora, me parece um jogo em que todos estão com cartas péssimas, mas decidem colocar “all in” e deixam a sorte, e não a razão, controlar o destino.

Em algum momento alguém nessa discussão vai perceber que está perdendo muito sem jogar. Entendo que um jogador da NBA tem mercado ao redor do mundo e que muitos deles, principalmente as estrelas são mal pagas. Mas por tudo que jogar no Melhor Basquete do Mundo significa, para alguns atletas simplesmente não serve ser astro na Europa, China ou Brasil. Eles têm que brilhar no mesmo lugar que Michael Jordan, Magic e Charmberlain. Ou fui só eu que achei estranho o Kobe ter “fechado” com um time chinês e com um italiano? Não parece uma tática para pressionar um acordo rápido?

Olhando para a perspectiva dos times. Se eles têm tanto prejuízo com as equipes jogando 82 jogos, imagina sem jogar. Se está difícil manter, traga inovações de marketing, invista no esporte local, venda camisas ao redor do mundo, enfim, se vire e não coloque apenas no sistema a culpa. Sim, Los Angeles, Nova Iorque, Chicago, Boston e outros grandes mercados têm grande vantagem, mas isso vai acontecer sempre. É assim. A vida é sofrida. Se jogar em cidade grande garantisse título o Knicks teria mais títulos que o Spurs. Tem é que colocar a cara e vender “season tickets” como faz o Warriors ou conseguir vencer pouco, mas de maneira histórica, como o Portland Trail Blazers ou o Milwaukee Bucks.

Acredito que de uma maneira geral, a NBA está sendo vítima do seu próprio sucesso. Acredito também que dessa vez, seja o que for decidido, vai ter uma consistência mais duradoura. A greve de 98 tinha a aposentadoria do Jordan e uma decadência clara do produto NBA como principal motivo; eram tempos de uma “bolha estourada”. Essa greve vem numa ascensão clara desse mesmo produto, por isso a associação de jogadores, que reergueram a NBA, tem tanto poder. O Derek Fisher e o Mo Evans têm que ligar todo dia para o Kobe, LeBron, Wade e companhia para agradecer, pois o poder de barganha deles é graças a esses caras e o que eles apresentaram em quadra nas últimas temporadas.

Sabe uma coisa que me intriga? A postura de alguns jogadores “internacionais” (leia-se não americanos). Eles não dão muitas declarações a não ser fechar com um time ou outro durante o lockout, provavelmente de seu país local, mas parecem que eles não se metem. Pode acontecer de num futuro próximo haver uma associação dos jogadores “estrangeiros”. A participação deles, não só em quadra, mas também abrindo grandes mercados (haja vista Yao Ming, Nowitzki, Gasol, Varejão e cia) é fundamental para a quantia de dinheiro que a NBA ganha hoje em direitos televisivos altíssimos para lugares sem tanta tradição no basquete, além de material esportivo licenciado. Parece que a “revolta” e insurreição é só de americanos. Pelo menos é essa a minha percepção. Talvez porque todos saibam, no fundo, que não ganhariam o que ganham nos seus países.

Como o apaixonado pelo esporte que sou fico triste. Me coloco no lugar de um Lebron James da vida, que tenta seu primeiro título e pode ter uma temporada a menos no auge da forma. No lugar do Rick Rubio, que não consegue estrear na NBA. No lugar do Kobe, que fica tentando chegar perto das conquistas do Jordan, mas só fica velho a cada dia e não tem jogo pra jogar. Acho que pouca gente tem empatia com o David Stern, uma espécie de “ditador” da NBA, mas que, diga-se de passagem, é o principal responsável pela ex-liga de drogados se tornar o Melhor Basquete do Mundo; por uma marca americana se tornar a maior marca esportiva do mundo; e mesmo assim, quando ele se aposentar e deixar um “oceano azul” para os fãs do esporte, ainda vamos dedicar muitas linhas falando das greves e da sua falta de sensibilidade em certos termos. Eu posso ficar achando exemplos a vida toda. Acho que o ponto foi feito. Esses caras precisam achar a melhor maneira de dividir o bolo agora e com a perspectiva de crescimento no futuro. E nós. Bom, a nós cabe vibrar, torcer, admirar a NBA, assim que ela acontecer.

Luan Knaya

LEBRON GOSTA DO DALLAS?

LeBron James colocou essa foto no Facebook oficial dele. Olha o boné do Dallas…

Parece que ele não guardou mágoa da derrota pro Mavericks… hehe

Pode conferir aqui: http://www.facebook.com/LeBron

E não esqueça de comentar!

Luan Knaya

REPÚBLICA “PERIGOSA” DOMINICANA

Na escalação a República Dominicana já põe medo em alguns adversários. Quando entra em quadra, mostra muitas fraquezas. Mas confesso que, mesmo com o Canadá vencendo, consegui ver virtudes nessa equipe. Desde o Francisco Garcia, que faz uma competição ruim, mas chorou após a derrota, até o técnico John Calipari, que mostrou nos segundos finais ser um ótimo estrategista (e de auxiliar ele ainda tem o Del Harris).

A defesa é realmente fraca, apesar da força física dos principais jogadores, inclusive de garrafão. Se tivermos paciência e rodarmos a bola no ataque, o espaço vai aparecer. O importante é não desesperar com a bola na mão. Mas já vou avisando, amigo: o jogo desta sexta-feira (17h45) vai ser complicado!

Luan Knaya

PRIMEIRO DIA DO PRÉ-OLÍMPICO

Tudo nos conformes. Brasil, República Dominicana, Porto Rico e Argentina venceram suas partidas. De atípico, apenas o sufoco que o Brasil levou da Venezuela. A “desculpa” da estréia não é válida nesta comparação por ser o primeiro jogo de todo mundo.

A nossa defesa foi falha em muitos momentos; de positivo, a alta rotação que deu um fôlego a mais. A Venezuela, por exemplo, não trocou seus principais jogadores e ficou cansada. O Canadá folgou hoje e é nosso adversário de amanhã. Acho que pode ser um trunfo absurdo chegar “matando” nos primeiros minutos.

Vi um pouco de cada outro jogo e já estou ansioso para o duelo Splitter e Horford na sexta-feira, 18h. O pivô da República Dominicana está bem acima dos demais. Na Argentina, o capitão Luis Scola não foi o principal pontuador, nem mesmo o astro Manu Ginobili, mas a energia do ginásio quando os campeões olímpicos pegam na bola é legal de ver. A principal mudança na seleção de Porto Rico, pelo menos que pude constatar, foi a mudança do status de “dono do time”. Carlos Arroyo por muitas vezes passa a “faixa” para Jose Juan Barea, com a moral alta depois do título da NBA com o Dallas Mavericks.

Foi apenas o primeiro dia. E competição boa tem “zebra” ou fatos inusitados, haja vista a última temporada do Melhor Basquete do Mundo. Só vamos torcer pra “zebra” não ser contra o Brasil…

Luan Knaya

A SIMPLICIDADE DE FERAS DO ESPORTE MUNDIAL

Dia 30 de julho de 2011. Sábado. Um dia muito especial pra mim, pois conversei com astros do esporte e pude perceber a simplicidade de cada um. O post é sobre simplicidade. Mas primeiro, dê uma olhada no meu diário do dia pra entender como foram as interações…

Querido diário, hoje, como em todos os dias desde que fui para o Líder do Futuro, acordei cedo.
08h00: Fui resolver pendências do novo apartamento e tive que correr para o trabalho. Como sabia que iria cobrir as lendas da NBA sem fechar matéria (ou seja, sem uniforme da emissora), tive o preciosismo de colocar minha camisa de North Carolina em “homenagem” a Sam Perkins, que jogou lá com Jordan. Posteriormente iria descobrir que Perkins prefere dizer que Jordan jogou lá com ele.
13h45: Cheguei antecipadamente na ACM, onde os veteranos do Melhor Basquete do Mundo iriam dar uma aula para garotos e dar continuidade ao belo projeto de lá. Nesse tempo, pratiquei meu inglês com a parte do staff da NBA que já estava lá. Estava com minha “cordinha” (aquele que segura crachá e credenciais) do Lakers e foi a deixa que precisava para falar bem do Kobe e mal do LeBron James. Um pouco depois, chegaram os jogadores e alguns membros da diretoria da liga que já havia sido apresentado. Fiquei tímido de subir no mesmo elevador que eles e até um pouco de medo de ser muito peso, dado o tamanho das “crianças”.
14h15: Começou a clínica. Já dava pra perceber o carisma de Dominique e Adonal Foyle, além da lentidão de Sam Perkins e simplicidade de Allan Houston. Fui ajudar em algumas traduções como uma maneira de ajudar e me aproximar dos “caras”. Fiquei na estação do Foyle, que brincava e se divertia com a garotada.
15h15: Acabou a atividade e as lendas da NBA tinham que voltar ao CEFAN e “ralar” mais. A minha interação com eles acabaria, mas dessa vez tomei coragem e desci no mesmo elevador que o VP da NBA e Allan Houston. Eu torci pro Knicks naquela final contra o San Antonio em 1999 e a vida toda tentei imitar (sem sucesso) sua mecânica de arremesso. Aproveitei o tempo para fazer propaganda do Flamengo e o assunto foi por essa linha. Sempre muito calmo, ele jurou que em Nova Iorque pode andar tranqüilo na rua e não vive como um pop star. Eu falei que no Brasil, se ele andar com o Dominique na rua as pessoas só iriam reparar na altura e nem saberiam o que já fizeram pelo esporte. Seriam apenas “gringos”. Ele fez perguntas sobre onde cresci e sobre minha vida. Fiquei realmente impressionado. Como todas as outras lendas, antes de tudo isso se apresentou: “my name is Allan”. Tive que dizer que já sabia.
20h45: Fim de jogo. Mengão deu show e fui acompanhar a coletiva de imprensa. Eis que surge Anderson Varejão. Como já encontrei com ele algumas vezes, a conversa surgiu naturalmente e, é claro, o convite para ele visitar a sede do Esporte Interativo. Ao lado dele, o ponteiro Dante, recém contratado pelo RJX, que também se apresentou; pela enésima vez nos últimos dias disse que já sabia. Papo vai e papo vem e o pentacampeão do mundo Gilberto Silva aparece… Adivinhem, se apresentando. Só pra ser diferente, não disse que já sabia.
21h30: Não vi coletiva, nem nada. Estava me dirigindo para voltar pra minha casa e o último famoso do dia veio “se apresentar”. Renato Abreu sem dúvida é o “menor nome” dos citados, mas foi simpático, mesmo depois da minha piadinha infame dizendo que o jogo foi bom, exceto o camisa 11 do Flamengo que não acertava nada. Saí do Engenhão, peguei o 254 e fui pra casa…
22h30: Ainda deu tempo de jantar fora com a “patroa”. Bebi Coca-cola para comemorar o dia, digamos, fora do comum e as mudanças na vida. Já vi muita gente famosa, mas não é todo dia que se aperta a mão e conversa com tanta gente famosa.

É realmente um privilégio ser jornalista, principalmente esportivo. Só pra constar, se eu tivesse chegado mais cedo ao Esporte Interativo, teria conversado com Jackie Silva, primeira mulher a ganhar uma medalha de ouro em uma Olimpíada. Na quinta-feira, “esbarrei” com o Zico no corredor.

Ahhh, se estava e fato esperando um post sobre a simplicidade desses astros, acho que boa parte da atitude deles já fala por si só. É exatamente por isso que eles têm tanto sucesso e tantos fãs. Merecem muito mais e no restante da minha carreira, esforçar-me-ei bastante pra que sejam tão reconhecidos quanto deveriam.

Resumindo a história, em 1 dia conversei e/ou apertei a mão de: duas medalhas de ouro olímpicas  (Perkins e Dante), 1 título mundial de futebol (Gilberto Silva), 2 campeonatos de enterradas (Dominique Wilkins, sendo que em 1 deles ganhou de um tal de Michael Jordan), inúmeros All Star Games,etc.  Simples assim!

Luan Knaya

VAI TER TEMPORADA?!

Mesmo em greve, a NBA lançou o calendário da próxima temporada. E aí, o que faz o colunista? Comenta o reencontro de Dallas Mavericks e Miami Heat na final ou falo que isso é uma pressão da liga para os jogadores fiquem com “fome de bola” e aceitem logo qualquer acordo?

Decidir fazer um pouquinho de cada. Como organização, a NBA reagiu firmemente à possibilidade de debandada para a Europa. Vários jogadores estão “fechados” ou declararam que jogariam no velho continente. É como se a liga falasse “se quiser ir pra Europa, pode ir. Mas a temporada está marcada!”. E também tenho a percepção de que a NBA sabe que no geral jogador de qualquer coisa gosta é de jogar. E assim como a gente já pensa em ver o Melhor Basquete do Mundo, o atleta já pensa onde vai estar em determinada data, contra quem vai jogar e etc.

Agora te convido a imaginar o Kobe Bryant nessa situação toda. Ele ganha seus 24 milhões de dólares por ano e isso não vai mudar por nenhum acordo nessa greve. Ele quer ser o maior cestinha da liga e pode perder uma temporada inteira, ou alguns jogos. A idade já está chegando e Kobe pode ficar, por exemplo, uns 150 pontos atrás de Kareem Abdul-Jabbar na pontuação geral.

A NBA deu o recado, agora acredito que cabe aos donos de time e jogadores se entenderem para fazer com que nas próximas colunas eu gaste mais caracteres falando do jogaço entre Miami e Dallas no natal.

E AGORA, DERON?

Deron Williams tinha dado certeza de jogar na Turquia. Fiquei curioso para saber como o jogador do New Jersey Nets vai reagir com esse calendário, ainda mais “fominha” do jeito que ele é.

COM CHANCE

A nossa seleção brasileira militar perdeu na estréia, mas venceu os jogos seguintes. Caso nos classifiquemos para as semifinais, Nezinho e Arthur vão jogar, o que aumenta a nossa chance de título.

SHAQ NOS COMENTÁRIOS

O gigante vai ser comentarista da TNT norte-americana. Com certeza não vai ficar em cima do muro e vai levar bom humor para as transmissões em que estiver presente. Queria ver ele ao lado do Barkley.

AMERICANA RECEBE O BRASIL

A cidade do interior de São Paulo vai receber a seleção feminina do Brasil. Algumas jogadoras não vão se apresentar, ou por estarem na WNBA, ou por servirem a seleção sub-19.

Luan Knaya

KOBE NA TURQUIA?

Derom Williams parece ter acertado junto com o Zaza Pachulia. Allen Iverson já está em Istambul. Mas o camisa 24 do Lakers pensa diferente.

Eu me considero um dos maiores entendedores de Kobe Bryant. Por ele ser um dos meus maiores ídolos, consigo, de certa forma entender como ele pensa e se comporta em determinadas situações.

Eu consideraria como a ZERO a chance de Kobe Bryant jogar na Turquia. Ou melhor, a chance dele ir é a mesma do Neymar jogar no Ibis.

Acho que ele seria capaz até de jogar beisebol, para ficar cada vez mais parecido com Michael Jordan. Agora, jogar na Turquia pra se igualar ao Allen Iverson e ao Deron Williams, isso ele não quer.

Não me entendam mal. Adoro o “The Answer” e já até usei o cabelinho igual ao dele. Mas Kobe Bryant chegou num patamar diferente. Portanto, nem adianta especular, o astro do Los Angeles Lakers pertence à NBA, apenas à NBA.

E que essas especulações sirvam de alerta para as partes envolvidas chegaram a um acordo e acabar logo essa greve.

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