ricardoabreu

(FALTA DE) EDUCAÇÃO

Não vou falar do resultado da desastrosa partida do Flamengo contra o Emelec. O assunto já está batido e rebatido. Mas comentemos as consequências do jogo, no Equador. Depois do terrível desdobramento em seu grupo na Libertadores, o time rubro negro já esperava um sentimento, no mínimo, de revolta por parte da torcida. Temendo uma recepção hostil, a delegação driblou os integrantes de facções (mal) organizadas e saiu pelo terminal de embarque do aeroporto do Rio.

É claro que não defendo qualquer tipo de vandalismo ou cobrança mal educada por parte de vândalos que se auto-denominam torcedores apaixonados. Sou o primeiro a criticar desde a corneta desnecessária ao mais puro ato de violência. Mas o torcedor também tem direito de cobrar de seu time empenho e dedicação. Afinal, não são poucos os que se esforçam, por exemplo, para pagar um ingresso caro, se locomover até o estádio e ter a sensação de ter rasgado seu dinheiro com uma atuação medíocre de um time que tem Ronaldinho Gaúcho em seu elenco. É lógico que a atitude de qualquer integrante de facção ao ver Ronaldinho Gaúcho desembarcar seria de total desprezo, com medidas mal calculadas, podendo, inclusive beirar a agressão. Mas porque o Flamengo não escolheu um jogador com espírito de líder e com a “cara do Flamengo” para conversar com os jogadores? Tudo bem a delegação driblar a torcida, mas acho no mínimo uma amostra de respeito, por exemplo Leonardo Moura, alguém que já tem história no clube, que é fã do Flamengo, sair pela porta da frente e conversar com a torcida, esta, logicamente, de maneira educada.

Estive na Itália no início do ano e tive a oportunidade de assistir a uma partida do Genoa contra o Chievo Verona. O time da cidade de Genova tem uma torcida apaixonada, que comparece ao estádio, mas que amarga posições no meio da tabela nas recentes temporadas. É lógico que não quero comparar o Flamengo com o Genoa ou time algum. Cada time é um time. Pois bem, o Genoa perdeu por 1 a 0 para o Chievo, com uma atuação péssima. Ao final do jogo, os torcedores começaram a vaiar e a gritar “vão trabalhar!”, de maneira revoltada com o esquadrão. A reação do time do Genoa? Foi de encontro à torcida para ouvir os torcedores. O jogador mais experiente do time, identificado com a torcida, foi mais perto e grudou na grade, para ouvir de perto as reclamações e prometeu empenho e dedicação. O resultado da torcida foi imediato. Todos aplaudiram o time e gritaram incentivando os 11 últimos a deixar o campo, que saíram tristes com a derrota, mas sabendo que havia uma torcida que gritava por eles. Aqui no Brasil? Se o time perde, os astros saem logo de cena, já pensando em qual show de pagode ou churrascaria irão depois dali.

Falta ao futebol brasileiro, principalmente ao carioca (e digo tanto torcida quanto time), educação. Um time não sai pela porta da frente pois tem medo de receber pauladas, literalmente, na porta do aeroporto. O torcedor não aplaude o jogador, porque sabe que ele está se lixando para tudo aquilo ali, desde que o salário entre em sua conta. É lógico, estou generalizando. Mas seria pedir demais, a um torcedor, que apoiasse o time em um momento difícil? Ou a um jogador ou dirigente, que reconhecessem a péssima gestão e o mal desempenho dentro dos gramados e soubessem ouvir? Lamentos de um torcedor que sonha com a utopia…

ricardoabreu

SAI TEIXEIRA, FICA O RASTRO

Enfim, cai o mito. Não aquele preferido, contado de geração para geração com entusiasmo. Mas aquele que marcou uma fase na CBF. Nela, duas Copas do Mundo (1994 e 2002), três Copas das Confederações (1997, 2005 e 2009) e cinco Copas Américas (1989, 1997, 1999, 2004 e 2007), a criação da Copa do Brasil (1989) e a mudança do sistema do Campeonato Brasileiro para a disputa de pontos corridos. O grande revés de tais trunfos em todos esses anos foram os escândalos de corrupção mais do que escancarados e a politicagem (até mesmo) barata envolvendo muitos episódios, sejam eles com relação ao mundo da bola ou aos paraísos fiscais comprados com dinheiro sujo.

Enfim, a saída de Ricardo Teixeira não será abordada em mais um post de mais um blog. Em vez disso, vamos pensar alguns pontos que esta mudança de trono causou.

No lugar de Teixeira, como sabemos, assumiu José Maria Marin, mandatário em exercício durante a licença do, agora, ex-presidente, devido a problemas de saúde. A festa pela troca na presidência pode ser comemorada, porém previamente, num olhar para 2015, já que, muito provavelmente, Marin não vá realizar grandes mudanças na linha, tendo em vista a Copa de 2014. O grande ponto fica por conta de uma possível mudança na sede da CBf, do Rio de Janeiro para São Paulo. Não que isso vá, com certeza, acontecer. Mas é bem verdade que há uma grande vontade, mostrada nos últimos anos, de muitos clubes e da própria federação paulista em fazer esta mudança. Isto tudo com o maior dos argumentos. O presidente da Federação Paulista de Futebol, Marco Polo Del Nero, é o grande mentor de Marin. O homem que tem carta branca na nova presidência.

Uma coisa leva à outra… Não se esqueçam que Del Nero tem como um de seus maiores desafetos… Andrés Sánchez, atual diretor de seleções da CBF e um dos homens que sustenta a permanência de Mano Menezes no cargo. Ou seja, tanto o diretor quanto o técnico podem ver seus cargos voando pelas mãos, sem ter o que fazer. Há quem diga que Del Nero já deixa clara a sua preferência por Muricy Ramalho, Felipão ou até mesmo (vejam vocês) Vanderlei Luxemburgo para assumir o comando da Seleção Brasileira. Não sei, não, mas vai dar caldo isso daí.

Lamento. É mesmo um absurdo sair um presidente de 70 anos de uma entidade e assumir um de 79. É essa a renovação que tanto se busca na CBF?

O Império que seria, não foi, mas ainda pode ser. O Corinthians rescindiu o contrato de Adriano. O coro por sua volta ao Flamengo já começa a se engrossar. Até o clube já considera o caso. A novela está só começando. Que não tenha um final trágico.

Guerra declarada. Oswaldo de Oliveira barrou mesmo Loco Abreu. Depois de afirmar que o atacante, além de fora de forma, não se encaixava com o perfil de seu esquema, deixou o uruguaio de fora da viagem para a Paraíba, pela estreia do Botafogo na Copa do Brasil, contra o Treze. O jogador, que tem personalidade forte e gosta de uma briga com o técnico parece estar com sede de uma guerra. Oswaldo é um técnico de classe, educado e muito inteligente. Personalidade rara de sobrevivência no futebol carioca. Que o bom projeto saia vencedor da batalha.

ricardoabreu

O DITADO EXPLICA

Jogão de bola! Ontem, sem querer fazer qualquer trocadilho barato com a data, os dois times desfilaram com bom futebol e ótimas oportunidades de gol. Foi lá e cá.

O Flamengo começou melhor. O time do Vasco parecia ainda não ter entrado em campo de cabeça, quando o rubro-negro abriu o placar em belíssima jogada de Vagner Love. A partir daí, com controle da posse de bola, o time da Gávea trocou passes, achou espaços, mas também deu muitas oportunidades de contra-ataque ao cruzmaltino. Como não conseguiu fazer mais nada, deixou o corredor para o Vasco voltar à ativa e finalmente acordar. 1 a 1 no placar da primeira etapa.

No segundo tempo, o lance da partida. É complicado falar sobre o ocorrido de ontem com Deivid. A ocasião não me permite, sinceramente, falar que se trata de um bom jogador. Iriam me apedrejar.

Realmente, foi um gol perdido inacreditável, distante do que se pode imaginar como realidade no futebol. Mas futebol tem dessas coisas.

Embora não seja justo perder um gol apenas com a baliza em sua frente, também não é justo simplesmente jogar toda a culpa do resultado pra cima de Deivid. Erros de goleiro, omissão de craque e alguns tropeços na hora de matar a partida marcaram o desempenho do Flamengo no jogo, mas é claro, fica a imagem de um gol perdido, em oportunidade claríssima de mudar um rumo do clássico. E quem não faz…..

A expressão somada à boa atuação da zaga do Vasco decidem o resultado do jogo. Dedé foi absoluto. 12 desarmes e nenhuma falta. Não precisa dizer que um bom time começa por uma boa defesa…e também um ataque que faça gols. Nem que sejam apenas debaixo da trave, livres de qualquer marcação.

ricardoabreu

ENFIM, LOVE

Finalmente o torcedor rubro-negro pode cantar aquela música de Claudinho & Buchecha. Vagner Love é do Flamengo até o fim de 2014. O tempo de contrato, a princípio, me pareceu um pouco curto, mas isso é uma outra questão. O que importa, para o clube da Gávea, é que essa passagem não será só mais um relâmpago de seis meses.

Mas vamos aos pontos. A vinda do atacante do amor serve para suprir diferentes setores de carência. Não me refiro a nada dentro de campo. Seu talento e valor já foram provados na passagem de 2010 pelo time, quando marcou 23 gols em 29 jogos disputados. Sua contratação está sendo muito bem explorada pela diretoria, com o apelo de cobrir o recente fracasso na renovação de Thiago Neves, com uma novela pra lá de irritante, em conflito com o Fluminense.


Depois do abafa
, a dúvida que fica é: quando será a tão expeculada demissão do técnico Vanderlei Luxemburgo? Depois do jogo de ida ou de volta? Será que ele sai mesmo? Aguardemos os próximos capítulos.

Esquema. É muito provável que Love faça dupla de ataque com Deivid. Justo. Isso, se Vanderlei Luxemburgo realmente for demitido (todos sabem da vontade que o técnico tem de escalar R10 no ataque). Com um ataque formado, Ronaldinho daria apoio por trás, deixando o meio de campo com dois volantes e mais um meia com liberdade para armar.

ricardoabreu

TNT!

Jogador de futebol tem o direito de se transferir entre clubes, sejam eles rivais ou não. Desde que seja com respeito, isso é algo que faz parte do futebol. Os motivos podem ser muitos. Às vezes por desgaste ou até por problemas de pagamento, cada um sabe onde o seu calo aperta mais. Julgar por escolha de dinheiro também não é correto. O torcedor tem que entender que o futebol, para todos os outros que não ele, é um negócio. E com 90% dos jogadores, a máxima dos Corleone e Tattaglia em O Poderoso Chefão é a mesma: negócios são negócios.

Mas vamos à nova novela das 6, 8, 9, e qualquer hora que você quiser assistir: Thiago Neves. O jogador está novamente aprontando. E dessa vez, as vítimas aumentaram em quantidade. Nem seu próprio empresário, Léo Rabello, escapou.

O agente, que não se dá com Celso Barros, por questões óbvias (não tem, hoje, nenhum jogador com vínculo com a Unimed), tenta emperrar um possível acordo entre Thiago Neves e o Fluminense. Thiago se sentou com o chefão da empresa de saúde em um restaurante na Barra da Tijuca, na última semana, para tratar de sua ida para as Laranjeiras. Depois, na própria sede da Unimed, teria assinado e acordado as bases salariais de 700 mil reais/mês, por 4 anos. Isso tudo sem Rabello sequer saber.

Vale lembrar que essa peripécia não é novidade para o craque. Em 2007, o jogador assinou um pré-contrato com o Palmeiras, comprou um carrão com o dinheiro e depois negou tudo, permanecendo no Fluminense.

Pois bem. Através de uma coletiva de imprensa, a presidente do Flamengo Patrícia Amorim alimentou uma rixa que o clube rubro negro travou com o tricolor das Laranjeiras por Thiago Neves. Disse que o clube da Gávea tinha igualado a proposta e a decisão estava nas mãos do meia. Patrícia, inclusive, chegou a falar que a relação com o Fluminense estava acabada. Precisa disso tudo?

Thiago Neves faz um verdadeiro leilão e brinca de assistir aos dois clubes lutarem por ele. Promove um verdadeiro mal estar totalmente dispensável entre as duas partes.

O grande problema é que os dois lados se sujeitam a isso. Falta diálogo (SIM!) entre os dois presidentes. Preferem o disse me disse, ao invés de conversarem entre as partes para saber do que se passa. Isso só serve de mal exemplo para os próximos jogadores que vêm com fama. Thiago Neves merecia ficar sem os dois. Flamengo e Fluminense: clubes que merecem craques do nível de TN (mas não com esse salário), que merecem títulos e, acima de tudo, respeito.

ricardoabreu

REFORMANDO

Vejam a nova divisória do campo de São Januário para as arquibancadas. Saem as grades, entram os vidros temperados, que dão uma cara mais moderna e limpa para o estádio. A nova instalação é fruto da parceria entre a cervejaria Brahma e os clubes cariocas.

ricardoabreu

CARAVELA DINAMITADA

Paulo Peres, da Tribuna da Imprensa

População paga salários de alguns funcionários do Vasco da Gama

“O contribuinte que paga seus tributos para ter os serviços essenciais, independentemente da paixão pelo clube que torce, desconhece que seu dinheiro, entre tantos escândalos envolvendo certos políticos, serviu também para o atual presidente do Vasco da Gama, Roberto Dinamite, deputado estadual do Rio de Janeiro, contratar o novo “executivo” de futebol do clube, que é funcionário de carreira do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, tendo sido nomeado assessor do deputado Roberto Dinamite na Assembléia Legislativa  em 2010.

Vejam só: Proc. n° E-15/663/2009 – AUTORIZO, consoante os termos do Decreto n° 41.687 de 11.02.2009, à disposição do servidor estadual do CBMERJ, Daniel Freitas da Silva Júnior, RG nº 16.466, para a ALERJ/Gabinete do Deputado Roberto Dinamite.

Confiram a nomeação no Diário Oficial – link abaixo:
http://www.diariosoficiais.com/home/ler_diario?data=28%2F01%2F2010&diario=1&pdf=DO_RJ_PI_00008.pdf&sessao=1

Vale ressaltar que o favorecimento não para por aí, visto que outros funcionários de seu gabinete parlamentar na Assembléia estão ocupando espaço no clube, lá permanecendo em horários nos quais deveriam estar no Legislativo, onde  recebem dinheiro público para trabalhar .

Entre os agraciados estão seu filho Alexandre, o ex-atacante do próprio Vasco, Wilsinho, além de Humberto Rocha, sobre quem pairam diversas denúncias de corrupção. Entre elas a de receber R$ 15 mil para que um jogador acertasse contrato com o Vasco e de cobrar R$ 30 mil para levar um atleta para a Seleção Brasileira, quando ocupava o cargo de Supervisor das Categorias, na CBF.

Imaginem agora, com esses “profissionais” colocados nos departamentos principais do Vasco da Gama,  de Futebol Profissional e Amador, com salários pagos pela população do Rio de Janeiro, e o insaciável desejo de locupletação para seu grupo.

Na verdade, muitas são as praticas ciminosas do deputado estadual Roberto Dinamite como presidente do Vasco da Gama, que a grande mídia, sabe-se lá por quais motivos, insistiu em abafar como, por exemplo, o desvio de dinheiro para paraísos fiscais. Talvez, sabedor de que a impunidade norteia seus atos, Dinamite agora decidiu escancarar de vez a imoralidade.

Não podemos esquecer também que o deputado gazeteiro Roberto Dinamite é um eterno defensor das ideias do corrupto governador Sérgio Cabral.”

——

É triste. Tanto para quem lê essa verdade, quanto para quem escreve ou passa adiante a informação. Quando pensamos no progresso do clube Vasco da Gama, jamais podemos imaginar uma coisa como essa. E o pior é pensar (ou melhor, saber) que esse deve ser o mais leve dos delitos. Acreditem, esse é um exemplo no Vasco da Gama. Como fica a confiança de um torcedor, seja ele do time que for, para com a administração interna de seu clube?

ricardoabreu

“MAS QUE GRANDE IDEIA!”

Realmente é ótima, mas para outro país, talvez. Enquanto tivermos uma política voltada para a péssima gestão no quesito organização de grandes eventos (sem fachadas como Pan, Copa e Olimpíadas, é claro), não poderemos pensar em algo extraordinário. Será o feijão com arroz, ao invés de idéias mirabolantes contra o “jogo do entrega”.

Com toda a franqueza, a idéia de clássicos na última rodada foi criada por uma pessoa que não tem filhos que vão ao estádio. Pelo menos não de arquibancada, como os meros torcedores. Estes, mortais. Eita palavra forte, essa, quando se trata de um Flamengo e Vasco que já começou com tensão nas filas de bilheteria. E este, infelizmente, é só o começo da guerra…

Aqui entre nós, os clássicos não eram para evitar o “jogo do entrega”? Perguntem a alguns tricolores se, depois que já sabiam que a chance de título não era possível, eles ligaram para o gol sofrido no fim, contra o Vasco. Pois é. Pura balela.

ricardoabreu

FICA PRA PRÓXIMA

Final de jogo lá em Santa Catarina. Os jogadores do Corinthians já comemoravam e só esperavam o apito final no Engenhão para gritar, de vez, “é campeão”. Era só mais uma questão de três minutos. Qual nada. Bernardo, aqui, mostrou que não é bem assim. Em ótima jogada pela direita, Alecsandro cruzou na medida para o garoto, que tentou uma, duas vezes, para marcar o gol da vitória sobre o Fluminense. Respeitem o Vasco, pois ainda há 90 minutos para o discurso mudar. Semana que vem, é guerra no Engenho de Dentro (literalmente)! Crianças e ajuizados, fiquem em casa.

Ufa! O Flamengo, estranhamente escalado por Vanderlei Luxemburgo, venceu o Internacional pelo placar magro de 1 a 0 e praticamente garantiu a vaga na Libertadores 2012. A teimosia de Vandeco custou a ser aceita, com Fierro no meio e Alvim na esquerda, sem contar Renato Abreu, que foi mantido. O lateral esquerdo até foi vaiado, mas, na maior parte do jogo, as “apostas” de Luxa saíram imunes. Graças, é claro, à vitória. Caso contrário, choveria pedras em Macaé.

Até tu, Loco? Nada deu certo, mais uma vez. Uma derrota para o Atlético-MG (me perdoem os atleticanos) por 4 a 0, só significa uma coisa: o time do Botafogo não quer mais nada. Até Loco Abreu, com seu penteado novo, perdeu um pênalti, aplicando uma ‘cavadona’. Culpar quem? Caio Júnior? Faça-me o favor.

ricardoabreu

AINDA TEM BOLA

Início de jogo calmo, sem afobação, estudando os movimentos do adversário. Depois disso, o que se viu foi um jogo corrido, com a ‘La U’ mostrando que é um time muito abusado, mas deixando espaços cruciais na defesa. O Vasco, que também vinha com velocidade ao ataque, encontrava, com Bernardo, Juninho e Felipe (principalmente), muitos buracos na defesa chilena.

Com muito esforço e boas chances arriscadas, finalmente o cruzmaltino chegou ao gol. Em uma jogada, de um pouco de sorte, é verdade, a bola veio para Bernardo, que, com muito estilo e categoria, balançou o barbante. Depois disso, o time recuou um pouco, sim. Não dava para manter um ritmo acelerado por muito tempo, ainda mais com dois jogadores de mais idade. Mas, com sabedoria, soube cadenciar o jogo, no fim do primeiro e no segundo tempo.

O grande problema foi, justamente na segunda etapa. O Vasco esboçava muita tranquilidade, algo nada normal quando o adversário é latino, principalmente um time audaz. Essa calma parecia perfeita. Aliás, o resultado era. Uma vitória por 1 a 0 é um ótimo negócio, muito pouco visto, em competições sul-americanas, nas quais a primeira partida do é em casa. Vencer assim era melhor do que um resultado por 3 a 1, por exemplo. Pois é. Gostou demais.

Gostou tanto que deixaram os chilenos crescer e nem perceberam. E aí veio ele, o maldito. Ele que já tirou a noite de sono de muitos jogadores, principalmente brasileiros. O gol fora de casa. Numa jogada aérea, González marcou de cabeça e apaziguou o caldeirão de São Januário.

“Dá pra voltar uma substituição para o Felipe retornar ao jogo?” Antes desse… O Vasco perdeu meio, perdeu criação. Os minutos finais foram de ataque contra ataque. Nada feito. Agora, eram os chilenos que os donos da ‘catimba’. Final de jogo: 1X1. “Golzinho maldito, esse sofrido em casa…podíamos ter passado sem essa.”

Não tem nada decidido. A esperança para essa noite, a última em 2011 na qual brilharam os holofotes de São Januário, era de vitória. Mas o torcedor sabe que ainda tem bola pra rolar. Basta fazer um lá, bater no peito e chamar a responsabilidade. O Vasco de 2011 não é bobo, não teme, nem treme e se impõe. Esse caráter tem que prevalecer.

Próximo »