Por Bruno Prata
Por ora, enquanto não ocorre a transição do blog para o amigo Heitor, venho cá, depois de uns dias atribuladÃssimos, escrever algumas frases aos amigos.
Lembro que tinha dito que ia apresentar algumas diretrizes para o planejamento do FEC. Senão vejamos:
1) Fortificar o programa sócio-torcedor
Já escrevi diversos posts mostrando que o programa sócio-torcedor seria a redenção do Fortaleza, vide seus resultados em outros clubes (Inter de Porto Alegre, Barcelona, dentre outros). Vejam esse pitoresco caso: eu era sócio torcedor e pagava mensalmente minha contribuição na conta da COELCE. Numa conta de energia num dado mês, vejo que a taxa que eu contribuÃa para com o FEC fora removida do boleto. Liguei para o programa sócio-torcedor e fui informado que eles romperam com a COELCE pois não estava havendo o repasse. PeraÃ, e o dinheiro que eu paguei, para onde foi? Obviamente não renovei meu contrato e prefiro pagar ingresso. Amadorismo total ou má fé? De qualquer modo, é lastimável. O que era para ser o vetor de desenvolvimento do FEC, acaba por ser um entrave. Eita eita…
2) Jogador que fala chiando é entrar pelo cano
As melhores campanhas do FEC nos últimos anos foram com elenco com jogadores da região. Um atleta das divisões de base, do interior do Estado ou de outros Estados das regiões Norte/Nordeste vê o ingresso no Fortaleza como uma oportunidade. Para um jogador de meia ou avançada idade que já passou pelos grandes clubes do futebol brasileiro,  envergar as cores tricolores é visto como “fim de carreira” ou ostracismo. Será que ninguém percebeu isso? Jogador que brilhou nos times do interior paulista não resolveram, não resolvem, tampouco vão resolver o problema. Esse tipo de jogador tem de complementar um elenco de valores locais e não servir de base. Se forem a base, como não tem entusiasmo, a nau vai naufragar, com certeza.
3) É preciso ter paciência
O imediatismo que todo torcedor  (inclusive este que vos escreve) tem por resultados prejudica o planejamento de médio e longo prazo. Hoje eu tenho a certeza de que se o Flávio Araújo tivesse ficado com aquele time do campeonato estadual, com algumas aquisições, terÃamos feito uma campanha infinitamente superior à que foi vista. É preciso ter paciência e elaborar um planejamento de médio e longo prazo. Já temos inúmeros troféus de campeão estadual, o que precisamos hoje é regressar à série B.
4) Comando é tudo
O basquete masculino brasileiro ficou 16 anos longe dos jogos olÃmpicos. Bastou um nome de vulto como o treinador argentino Rubén Magnano assumir a equipe e desenvolver o seu trabalho que os resultados vieram. O mais importante é o treinador. Um exército com os melhores soldados, mas sem um grande comandante, certamente fracassará. Porém, um grande estrategista pode organizar e guiar valores humanos teoricamente inferiores à vitória. Agora eu lhes pergunto: quantos e quais os treinadores que o FEC teve após o rebaixamento da Série A em 2006? Ninguém consegue responder! Temos cerca de 4 a 5 treinadores por ano, mas ninguém consegue desenvolver um trabalho em 2 ou 3 meses. Quem já trabalhou na vida em uma empresa, sabe que isso é óbvio. Porque no futebol tem de ser diferente? Imaturidade gerencial… Temos que pegar um comandante de peso que já ganhou tÃtulos, que já subiu times. Exemplos? Givanildo Oliveira, Heriberto da Cunha, ou até o próprio PC Gusmão que tirou um certo time por aà do mais profundo buraco. Coloca-se um nome forte no cargo e deixa o homem trabalhar. Os grandes clubes fazem isso (Murici, Tite, Abel, Luxemburgo) e estão na ponta.
5) Acabar com motim de jogador
Se o comando é tudo, os atletas tem de compreender isso ou procurar outro clube para trabalhar. Hoje em dia o que mais se vê é motim de jogador para derrubar técnico (o Felipão que o diga). O comando é o mais importante, se o atleta não quer jogar, então que se busque outro. Se não houver comando, não há êxito, isto tem que ficar claro.
Saudações Tricolores!
BAP