4 de dezembro de 2011
O lado ruim do “Projeto”
Mais um ano chega ao fim na Gávea.
Um ano que no início, pareceu que seria histórico. Um daqueles para entrar para a história como um dos maiores da história do Flamengo.
As contratações vieram, Luxemburgo, que parecia ter renascido de 2010, pregava um trabalho bem feito e com disciplina.
O primeiro trabalho sério e disciplinador no Flamengo desde Carlinhos.
Nosso clube se comportava como time grande finalmente. Com CT, sem sacanagem, sem palhaçadinha de jogador mandando mais que técnico e diretor. Enfim, ORDEM. Coisa que faltou por aqui durante um bom tempo. O Flamengo de 2011 chegou com pinta de melhor do Brasil e entrou como favorito a TUDO que disputou.
Só que, não teve sequencia. Vivemos de lampejos de Ronaldinho e Thiago Neves. Nosso time, em 12 meses, não mostrou padrão tático, aliás, para não ser injusto, mostrou sim, no início do Brasileiro. Naquele período sim, o Fla voava em campo e ataca e defendia com a mesma eficiência. Alguns dizem que o Fla viveu dois bons momentos no ano, e justamente os momentos que o R10 despontou, mas eu não concordo. O conjunto em si, tinha a diretriz correta, só que o “projeto do profexô” não foi tão eficiente assim, muito porque não se encaixa, infelizmente, na filosofia Flamenga.
O Flamengo tava arrumado, mas não era Flamengo. Só era o Flamengo nas palavras do Ronaldinho: “Flamengo é Flamengo.”
O Fla do Luxa é chato, irritante e o menos Flamengo dos últimos anos. O menos passional, o menos quente, o menos FLAMENGO.
Mas o Fla de Luxemburgo é cascudo, muito cascudo. Não perdeu um clássico e quando entrou concentrado se mostrou extremamente competente.
Não se pôde dar mole para o time, que ele ia lá e papava. Porém, não é assim que as coisas funcionam na Gávea. Não são eles que puxam as rédeas, somos nós. É o Flamengo, é a camisa.
Isso não quer dizer que não é para ter ordem. Claro que é, mas a tradição do clube precisa aflorar nos momentos decisivos. NÃO SE MUDA A IDENTIDADE DE UM CLUBE GRANDE DA NOITE PARA O DIA.
O ressurgimento da base e a vaga na Libertadores vêm de brinde em um ano que prometeu muito mais.
Que venha 2012, que venham REFORÇOS e que venha a mudança de postura.
SRN


























