Chega ser inacreditável o barraco envolvendo Ronaldo.
É muito difÃcil crer que ele se “confundiu”.
De fato, existem travecos que exigem uma segunda olhada para conferir, mas não era o caso, como as imagens mostram.
Preferências sexuais à parte, a ùltima coisa que Ronaldo precisava agora era de um escândalo.
Interessante também – para não dizer outra coisa – a cobertura que parte da imprensa (Globo, principalmente) dedicou ao caso.
Adotaram uma postura de preservar o jogador, prejulgando-o inocente,o que seria louvável sob todos os aspectos, se esse fosse o padrão em todos os casos semelhantes.
No entanto, é fácil imaginar o carnaval que a mesma Globo faria se os envolvidos fossem, por exemplo, Edmundo (Vasco) ou Adriano (São Paulo).
No mais, o maior prejudicado está sendo o próprio Ronaldo, que já levou um “pé” da namorada e virou tema de piadas e charges engraçadÃssimas.
Esse é o tipo de mico que Romário, por exemplo, jamais pagaria.
{IMU_468_60}
O América é o lanterna do campeonato mexicano, está a três meses sem saber o que é vitória, tem como destaque solitário o – bom – veterano Cabanas.
O Flamengo está na final do Carioca e tem vários jogadores de talento.
Isso posto, mesmo o fato de jogar em casa acabou não fazendo tanta diferença para o time mexicano por um motivo claro: o time é muito ruim.
Com exceção de Cabanas, que sabe o que fazer com a bola, o restante trata a bola de vossa excelência.
Todos os gols do Flamengo saÃram de jogadas trabalhadas, bonitas, com troca de passes, com destaque para o primeiro, do Marcinho e o último, de Leo Moura.
Já os gols do América surgiram de duas bolas vadias, que contaram com a ajuda da zaga rubro-negra, como a bobeira de Fabio Luciano, que gosta de posar de xerifão mas fica dando boa vida para os atacantes.
O detalhe é que o ataque do Fla cansou de perder gols, uns por azar – o do Leo Moura, cuja bola bateu na trave – outros por incompetência – Obina.
O resumo da ópera é que, salvo um cataclisma – tipo o time do América aprender a jogar em uma semana – a classificação já está garantida.
{IMU_468_60}
Ponte Preta, Botafogo e Atlético Mineiro: esses alvinegros se deram mal nos jogos decisivos de domingo.
Mas em Santa Catarina, o Figueirense livrou a turma ganhando do Criciúma, no melhor dos jogos decisivos.
{IMU_468_60}
Eis que na semana passada, logo após a definição dos jogos dos confrontos dos times brasileiros nas oitavas, começaram os exercÃcios de advinhação.
Alguns furados.
Por exemplo, o Santos vai jogar novamente com o Cúcuta (COL), seu adversário na fase anterior.
Lembraram que o Santos empatou na Colômbia e ganhou em casa.
Então decretaram: o Cúcuta é freguês!
Só que a equipe de redação do EE acompanhou o jogo que terminou com a vitória do Santos por 2 a 1, na Vila Belmiro.
Observamos que o Cúcuta, já classificado, entrou com um time com vários reservas e mesmo assim, abriu o placar.
O Santos viria a empatar, com a pressão da torcida.
AÃ, no final do segundo tempo, o técnico do Cúcuta pôs em campo dois titulares que estavam sendo poupados, o goleador MatÃas Urbano e James Castro, que substituÃram Vargas e Rivas.
Sinceramente, em pelo menos duas jogadas os sujeitos levaram pânico à defesa santista.
Mesmo isolados no ataque, partiam com a bola dominada e tiravam os dois zagueiros do Santos prá dançar toda hora.
Ou seja, se eles tivessem começado como titulares – que são – difÃcilmente o Cúcuta perderia aquele jogo.
Como todos lembram, mesmo com aquela ameaça em campo, o Santos ganhou com um gol aos 43″.
Prova que uma análise simplista pode enganar os menos esclarecidos, mas não você, leitor do EE.
{IMU_468_60}
O comportamento das torcidas após o clássico entre Flamengo e Botafogo foi sintomático.
A do Botafogo – em menor número do que a torcida rubro-negra – saiu tranquila, diria até satisfeita.
Afinal, rezava a lenda que o Flamengo iria liquidar ontem a fatura, visto que o Botafogo entrou em campo com quatro desfalques.
A do Flamengo, por sua vez, comemorou de forma contida, diria até discreta – até onde é possÃvel aquela torcida ser discreta.
Sinal de que a decisão está absolutamente indefinida.
{IMU_468_60}
O primeiro jogo da decisão do carioca foi um tÃpico jogo decisivo: nervoso, truncado e com muitos passes errados.
Os dois times se preocupavam em matar logo no inÃcio as jogadas de ataque, o que deixou o jogo muito “amarrado”, ruim de se ver.
O time alvinegro teria jogado desfalcado, o que é questionável, pois o goleiro reserva Renan fez algumas defesas difÃceis de serem repetidas pelo titular.
Na verdade, o time continua devendo em momentos decisivos.
Fabio, atabalhoado no ataque, brigava com a bola e não soube aproveitar as poucas oportunidades que teve, como a saÃda em falso de Bruno, quando cabeceou forte, por cima do gol. Ali, bastava escorar de cabeça.
Lucio Flavio, incensado como excelente batedor de faltas teve duas boas chances. Desperdiçou ambas.
Continua faltando ao Bota o jogador de decisão.
Ontem, por exemplo, era visÃvel a tensão de alguns jogadores, como Tulio.
Por outro lado, o Flamengo, mesmo sem ser brilhante, possui jogadores que decidem.
Um deles, Obina, assim que entrou no jogo, substituindo Ibson, driblou Tulio e armou um salseiro, cruzando uma bola perigosa.
Logo depois, num contra ataque rápido, Diego Tardeli chutou/cruzou, a bola passou na frente de dois zagueiros e Obina entrou batendo para o gol.
No lance, Renato Silva, herói da semana passada, vacilou feio ao deixar Obina entrar sem marcação.
Muitos podem alegar que as melhores chances foram do Botafogo, no segundo tempo.
O lance do Eduardo, que driblou dois, entrou na cara de Bruno e mandou a bola na trave, poderia tê-lo consagrado. Ao invés disso, parece que o iludiu, ao ponto de logo depois ter deixado seu espaço vazio para tentar driblar no meio de campo.
Perdeu a bola para Leo Moura, que rápdiamente acionou Diego Tardelli e deu no que deu.
O campeonato ainda não está decidido.
O Botafogo terá o retorno dos desfalques (?!) e deve entrar mordido.
O Flamengo terá uma semana desgastante, mas com todos os ingredientes para a consagração do time e de Joel Santana.
Domingo tem mais.
{IMU_468_60}
Â
O jogo de logo mais, entre Botafogo e Flamengo, que dará inÃcio a decisão do campeonato carioca, apresenta-se sem favoritos.
Alguns mais afoitos estão rotulando o Botafogo como favorito.
Os argumentos são frágeis, pois alegam que o time vem embalado pela conquista da Taça Rio.
Questionável.
Continuo insistindo que o Botafogo ainda possue carências em posições chave, que Jorge Henrique ainda não merece todo o status de craque decisivo que lhe deram, que Lúcio Flávio ainda está devendo uma atuação de gala numa decisão e que o gol do Botafogo, que no passado teve goleiros fantásticos, vem atravessando uma carência preocupante.
O Flamengo, por sua vez, também não pode ser apontado como o favorito da vez.
O jogo contra o Cienciano, lembrem-se, foi decidido com um gol de falta do goleiro Bruno, algo inédito e que apresentou-se como redentor, visto que a torcida já estava irritada com o time.
No entanto, será um jogão, do tipo que não se deve perder.
Esperamos apenas que o espÃrito de conciliação e paz observado ao longo de toda a semana – com jogadores e técnicos evitando declarações hostis – permaneça dentro de campo.
E vamos ao jogo!
{IMU_468_60}
Em São Paulo, todos apostam em vitória do Palmeiras nos dois jogos.
Podem se enganar.
Afinal, nenhum time chega ao quadrangular sem méritos.
A Ponte Preta vem apresentando um excelente desempenho, comprovado por eliminar o Guaratinguetá, outro time que vinha atropelando seus adversários.
Outro detalhe é que a Ponte Preta – a exemplo do Corinthians-AL, a surpresa da Copa do Brasil – investem na descoberta e treinamento de jovens valores.
O resultado está aÃ.
O Palmeira, evidentemente vem com o cacife de time grande, orquestrado – o termo é perfeito no caso – pelo melhor técnico do Brasil, Wanderlei Luxemburgo.
Falem o que quiserem falar, o cara é excelente na sua função.
Consegue motivar jogadores desmotivados e sempre consegue despertar talentos ocultos – ou adormecidos.
Apesar disso, pode pintar uma surpresa hoje, pois o jogo é na casa da Ponte Preta, o estádio Moisés Lucarelli, em Campinas.
 {IMU_468_60}
Ainda repercute o golaço do goleiro Bruno contra o Cienciano.
De fato, há muito não se via um golaço daqueles no Maracanã.
Parece que arremessou a bola com a mão, de tão perfeito.
O gol foi ainda mais consagrador porque o time do Flamengo estava em situação complicada no jogo.
Já se ouviam vaias na arquibancada quando Bruno fez o golaço.
Depois Obina – aquele que é melhor que E’tto – fez o segundo.
{IMU_468_60}
Flamengo x América (MEX)
Santos x Cucuta (COL)
Fluminense x Atlético Nacional (COL)
São Paulo x Nacional (URU)
Cruzeiro x Boca Juniors (ARG)
{IMU_468_60}