14 de maio de 2012
A BONITA FESTA DOS CAMPEÕES
No Rio e em São Paulo, os dois maiores campeonatos, a situação já estava muito bem encaminhada.
Apesar das imprevisibilidades do futebol – está aí o desfecho dramático do jogo Manchester City e Queen´s Park Rangers – só os fanáticos torcedores de Botafogo e Guarani sonhavam com algum virada na situação.
Fluminense e Santos sagraram-se campeões com méritos incontestáveis.
Para quem ainda tenta macular a conquista do Flu, lembro que eles ganharam os três troféus em disputa (Taça Guanabara, Taça Rio e Campeonato Carioca).
Do Santos há pouco para se falar, sómente bater palmas.
Tirando esses, eu destaco aqueles campeonatos nos quais ainda havia o prazer da disputa, pois nada havia sido decidido, estava tudo em aberto.
Na maiorira absoluta dos campeonatos, o time com melhor campanha decidia em casa e com a vantagem de “dois resultados iguais”.
Na verdade, com a vantagem de poder jogar pelo empate nos dois jogos (tomada ao pé da letra, duas derrotas também dariam o título ao time com melhor campanha).
A exceção foi no Rio Grande do Sul, pois caso se repetisse o placar do primeiro jogo (1×1), a decisão seria nos penaltis.
E no Beira-Rio lotada houve um jogão.
Diante de Aos 26″, o Caxias abriu o placar com Michel e ainda perderia umas três chances de ampliar.
No segundo tempo o Internacional melhorou e veio disposto a decidir.
Aos 6″, Nei perderia um penalti a favor do Internacional.
O goleiro do Caxias, Paulo Sérgio, estava numa tarde iluminada e segurou o bombardeio colorado até que, aos 21″, Sandro Silva empatou.
Aos 26″, foi a vez do artilheiro Leandro Damião marcar o dele, garantindo o bi-campeonato para o Internacional.
Nos demais campeonatos, graças ao regulamento, um dos times entrou com a vantagem do empate.
Foi assim no mineiro, aonde o Atlético-MG acabaria vencendo o América-MG por 3×0, após o empate por 1×1 no primeiro jogo.
A situação repetiu-se no goiano, onde o Goiás empatou os dois jogos (2×2 e 1×1) diante do Atlético-GO.
No paranaense, o Coritiba levou a taça nos penaltis diante do Atlético-PR, após o empate no tempo normal por 0×0.
Na Bahia, o empate eletrizante entre Vitória e Bahia por 3×3 deu o título ao time tricolor baiano, após 11 anos sem título estadual.
E em Recife, no dia do aniversário de 107 anos do Sport, com toda a festa preparada, o Santa Cruz jogou água no chopp e levou o título, chegando ao bi-campeonato.
Cerca de 31.998 pagantes – e certamente mais 32 mil presentes – assistiram a um jogão.
Nervoso, tenso e pegado como deve ser toda decisão, com cinco gols para o povão vibrar.
Branquinho abriu o placar para o Santa aos 12″ da etapa inicial e a massa ainda comemorava quando Moacir empatou, aos 13″.
Dênis Marques pôs o Santa novamente na frente, aos 39″.
Precisando do empate para sagrar-se campeão, o Sport veio cuspindo fogo no segundo tempo, mas aos 29″, Luciano Henrique marcou o terceiro gol do Santa Cruz.
Alguns torcedores do Sport já se retiravam quando Edcarlos marcou o segundo gol do Sport, aos 35″.
A partir daí, tensão total. A torcida do Santa não se arriscava a gritar “é campeão”, num agonia que só terminou quando o árbitro Sandro Meira Ricci encerrou o jogo.
A ironia dos campeonatos ficou a cargo de Santa Catarina, aonde o Figueirense venceu os dois turnos, mas obrigado pelo regulamento, teve que disputar dois jogos.
A vantagem de poder deicir em casa foi para o vinaagre após a derrota de 3×0 para o Avaí no primeiro jogo.
Ontem, nova derrota, dessa vez por 2×1 e o título foi para o rival.
Coisas do futebol brasileiro e seus cartolas criativos.
A todos os campeões, um forte abraço!

