3 de outubro de 2012
PENSAR DÁ TRABALHO…
Conhece aqueles sujeitos que tem preguiça de pensar?
Eles estão em toda parte: na escola, no trabalho, na igreja, no futebol, etc.
Devido à preguiça, alguém tem que pensar por eles e fazer o óbvio.
Como todo preguiçoso, acaba sendo uma vítima de seu próprio comportamento.
Hoje o bom José Luiz Portella, no Lance!, comentou sobre uma das falácias mais difundidas e aceitas pela turma que tem preguiça de pensar: as estatísticas de futebol.
Observava ele que “nenhum time precisa necessáriamente atingir 42 ou 45 pontos para escapar da degola.”
De maneira óbvia, ele assinala que “Para não cair, o time necessita estar à frente de outros quatro, conforme os critérios de classificação”.
É óbvio, é claro, é de uma transparência cavalar, mas a turma prefere dar ouvidos a “matemáticos”.
E esse é outro detalhe interessante.
Tem um que virou queridinho da mídia, e pouca gente lembra que, antes do final do mês de setembro de 2009, quando faltavam 14 rodadas para o final do campeonato, a marmota cravou que o Fluminense tinha 98% de chances de ser rebaixado. Não preciso lembrar que o Flu escapou.
Depois dessa, em qualquer área de atuação o sujeito deveria ficar quietinho.
Nada disso, a mídia voltou a consultá-lo e todo ano temos que aturar o sujeito – que nunca deve ter jogado bola na vida – arrotando “certezas” matemáticas.
Esse ano já li várias vezes declarações suas sobre rebaixamento e vaga na Libertadores.
Eu considero que as estatísticas no futebol valem sómente para aquele exato momento que forma feitas.
Quando o juiz apita e a bola rola, pode rasgar todas elas.
Mas há quem acredite, fazer o quê?

