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PENSAR DÁ TRABALHO…

Conhece aqueles sujeitos que tem preguiça de pensar?
Eles estão em toda parte: na escola, no trabalho, na igreja, no futebol, etc.
Devido à preguiça, alguém tem que pensar por eles e fazer o óbvio.
Como todo preguiçoso, acaba sendo uma vítima de seu próprio comportamento.
Hoje o bom José Luiz Portella, no Lance!, comentou sobre uma das falácias mais difundidas e aceitas pela turma que tem preguiça de pensar: as estatísticas de futebol.
Observava ele que “nenhum time precisa necessáriamente atingir 42 ou 45 pontos para escapar da degola.”
De maneira óbvia, ele assinala que “Para não cair, o time necessita estar à frente de outros quatro, conforme os critérios de classificação”.
É óbvio, é claro, é de uma transparência cavalar, mas a turma prefere dar ouvidos a “matemáticos”.
E esse é outro detalhe interessante.
Tem um que virou queridinho da mídia, e pouca gente lembra que, antes do final do mês de setembro de 2009, quando faltavam 14 rodadas para o final do campeonato, a marmota cravou que o Fluminense tinha 98% de chances de ser rebaixado. Não preciso lembrar que o Flu escapou.
Depois dessa, em qualquer área de atuação o sujeito deveria ficar quietinho.
Nada disso, a mídia voltou a consultá-lo e todo ano temos que aturar o sujeito – que nunca deve ter jogado bola na vida – arrotando “certezas” matemáticas.
Esse ano já li várias vezes declarações suas sobre rebaixamento e vaga na Libertadores.
Eu considero que as estatísticas no futebol valem sómente para aquele exato momento que forma feitas.
Quando o juiz apita e a bola rola, pode rasgar todas elas.
Mas há quem acredite, fazer o quê?

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FALTAM DEZ RODADAS…

Ontem à noite, ouvi no Giro Esportivo, da Super Rádio Tupi, a entrevista de Abel Braga, técnico do Fluminense.
Ele, evidentemente, tenta conter a euforia, mas deu para perceber nas suas palavras a confiança de que, faltando dez rodadas, é apenas questão de ir administrando.
É compreensível.
A vitória sobre o Flamengo, fez com que o time abrisse seis pontos de vantagem sobre o Atlético-MG, que no sábado empatou com a Portuguesa, no Canindé.
O time paulista manteve a escrita de nunca ter perdido para o Galo atuando em São Paulo ao longo de toda a história da competição.
Péssimo resultado para o time mineiro, que já havia sofrido um duro revés ao perder para o Flamengo no meio da semana.
Pelas contas dos mineiros, eles chegariam ao fim dessa rodada brigando pela liderança com o Fluminense.
Deu tudo errado.
Mas será que, realmente, o Fluminense caminha sem problemas para o título?
A vantagem de seis pontos faltando dez rodadas não é desprezível, mas o futebol sempre nos ensina a ter cuidado com “verdades absolutas”.
Em 2008, na 36ª rodada, o São Paulo, que havia chegado a ficar 0nze pontos atrás do Grêmio, tinha 5 pontos de vantagem sobre o time gaúcho.
Porém na penúltima rodada o São Paulo, que tinha a oportunidade de conquistar o título, empatou no Morumbi com o Fluminense.
Com a vitória do Grêmio por 4 x 1 frente o Ipatinga a definição do campeão foi adiada para a última rodada.
Deu São Paulo, mas poderia ter dado Grêmio.
Em 2009, o caso mais emblemático.
O Palmeiras manteve a liderança da 21ª “a 33ª rodada.
Os comentaristas e jornalistas esportivos insistiam para que a taça fosse logo entregue lá no Parque Antártica, que o campeonato já tinha dono, aquela papagaiada danada.
Aí, após derrotar o Palmeiras por 4×0, empatou com o Corinthians, perdeu para o Fluminense, empatou com o Sport e perdeu para o Grêmio.
Na penúltima rodada venceu o Atlético-MG mas perderia a vaga na Libertadores ao ser derrotado pelo Botafogo.
Chegou empatado em número de pontos com o Cruzeiro, mas perdeu em número de vitórias.
Ou seja, recomenda-se cuidado.
A tabela do Fluminense tem, entre outros jogos escabrosos: o Bahia, lá no estádio do Pituaçu; o Atlético-MG, lá em Belo Horizonte; São Paulo e Palmeiras na casa deles e o jogo derradeiro, diante do Vasco. para esse último jogo, por sinal, o ideal para o Fluminense é que o Vasco já esteja classificado para a Libertadores.
De minha parte, continuo com o discurso cauteloso.
Duas derrotas ou uma derrota e dois empates já bagunçam tudo de novo.
Assim, devagar com o andar que o santo é de barro.

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FLA X GALO: UM JOGO DE ALTO RISCO? OU NÃO?

Eu sei que o título do post lembra aquelas tiradas de Caetano Veloso.
Mas se aplica bem ao confronto de hoje, entre Fla e Atlético-MG.
Falando com “pureza d’alma”, como dizem os mineiros, o elenco atleticano é bem superior ao rubro-negro e possui talentos que podem decidir o jogo numa tabela, numa arrancada ou num lance isolado.
O Flamengo aposta na raça, na “força da camisa”, no apoio da torcida, etc, etc.
É pouco.
Com Leo Moura no meio-campo, Amaral no lugar de Luiz Antonio e Liedson substituindo Adryan, não há muitos motivos para o torcedor festejar.
O componente emocional é a grande atração desse jogo.
Afinal, será a primeira vez que Ronaldinho Gaucho enfrenta o Fla após sua saída conturbada, há quatro meses.
Mas, amigo torcedor, tenho uma má notícia: se você acha que isso influencia os jogadores, esqueça.
Tirando uma ou outra frase provocativa supostamente dita pelo jogador A ou B – e geralmente após a insistência insuportável do repórter – o clima dentro de campo tende a ser de camaradagem.
Eles são profissionais, já dividiram  a mesma concentração, tem laços de amizade que muitas vezes excedem a carreira de jogador, etc.
Só mesmo o torcedor ingênuo acredita que os jogadores do Fla entrarão “com sangue nos olhos”.
Não há motivo, ainda que a mídia se esforce para propagar o contrário.
O jogo, no entanto, promete ser tenso.
O Atlético-MG sabe que uma vitória hoje o deixaria a um ponto do líder Fluminense.
Essa diferença poderá ser eliminada no confronto entre ambos, no dia 20, no estádio Independência.
Já o Flamengo sabe que ainda não está liberto da ameaça de rebaixamento.
O mais lúcidos admitem que a vitória diante do Atlético-GO está no campo das obrigações.
Apenas quatro pontos separam o time da zona de rebaixamento.
Para preocupar, uma eventual recuperação do Palmeiras pode ser a ameaça real ao Fla.
Resumindo, tem tudo para ser um jogão, mas não acredite em “guerra total” dentro de campo.
Isso é conversa para bovino adormecer.

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FLAMENGO PODE SER O FIEL DA BALANÇA

Amanhã, no Engenhão enfrentam-se Flamengo e Atlético-MG.
Vocês sabem, é aquele jogo adiado, que inicialmente seria no Engenhão, foi adiado pelo mau estado do gramado, seria em Volta Redonda e agora será no… Engenhão.
E o que pode acontecer?
O Atlético é o vice-líder, com 52 pontos, mas tem um jogo a menos, justamente esse.
Uma vitória sobre o Fla faria o time mineiro ficar a um mísero ponto do líder Fluminense.
Nesse caso o jogo do próximo dia 20, quando ambos se enfrentam em BH, viraria uma decisão.
E o Flamengo? A vitória sobre o lanterna Atlético-GO, domingo passado, deve ser vista com ressalvas, apesar de ter rolado até festa entre a torcida aqui no Rio.
Afinal, o Fla venceu o lanterna do campeonato e o time não vencia desde o dia 19/08.
Na verdade, a maré anda ruim para ambos.
No returno,  o Atlético-MG está em 12º lugar, com apenas 2 vitórias em 7 jogos.
Sofreu duas derrotas (Corinthians e Náutico) e três empates (Ponte Preta e Grêmio, em casa e Bahia, fora).
O Flamengo, pior ainda.
No returno, em sete jogos, quatro derrotas e apenas uma única vitória, essa diante do Atlético-GO.
Mas, como dizia aquele famoso jogador dentuço: “Flamengo é Flamengo”.
Uma vitória do Fla, além de ajudar a livrar o time da ameaça da zona de rebaixamento, faria o Atlético-MG estacionar.
No domingo seguinte, é a vez do Fla encarar o Fluminense, líder.
O Fla-Flu é um confronto marcado por histórias de derrotas dos favoritos.
Nesse caso, quem agradeceria seria o Grêmio, que pode chegar à vice-liderança, caso vença seus dois próximos jogos, contra Santos e Cruzeiro, em casa.
E aí, meus amigos, a decisão seria Fluminense x Grêmio, no dia 17, no Engenhão.
Impossível? Difícil? Improvável? Lembre-se: isso é futebol.
Como eu já escrevi aqui, ainda não há nada decidido.

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NO FLAMENGO, MICO ATRÁS DE MICO

Já sabe da última sobre o rubro-negro?
O clube acertou a contratação, junto ao Avaí, dos jogadores Renato Santos (Zagueiro) e Cleber Santana (meia).
O zagueiro confesso que nunca reparei mas o Cleber seria uma boa contratação.
Tenho acompanhado os jogos do Avaí na série B e ele tem tido bom desempenho, destacando-se na correria desenfreada que o time promove.
Quando a bola cai nos seus pés pode-se  esperar momentos de lucidez e categoria.
Então, foi uma boa? Espere, caro leitor, pois vem a se gunda parte: a proposta envolvia a ida de jogadores para o time de Florianópolis.
Um deles, Thiago Medeiros, não só aceitou como já se despediu e tal.
Só que Negueba e Hernanes se recusam a sair da série A para disputar a série B.
Aí a coisa empacou.
Não sei se alguém no Flamengo se lembrou, mas em agosto Negueba recebeu uma proposta para ir para o Sporting, de Portugal e recusou – na minha opinião, uma decisão errada.
Logo, não faria sentido aceitar ir para o Avaí.
Quanto à Hernane, era um ilustre desconhecido quando chegou à Gávea e seu currículo se resumia aos 16 gols marcados pelo Mogi Mirim no paulistão desse ano.
Não sei – e nem me interessa – qual o salário de ambos no Flamengo, mas devem receber bem e em dia.
Do ponto de vista profissional, insistir em compor um elenco num time que ainda busca a afirmação é complicado.
Negueba e Hernane não são craques, longe disso e – segundo os mais críticos – não possuem a menor condição de envergar a camisa do Flamengo.
Mas é aquela história: eles se convenceram que tem “um futuro brilhante no Mais Querido” e agora?
Seja como for, o Flamengo tem até depois de amanhã (sexta-feira, dia 21) para descascar esse abacaxi.
Nesse dia, se encerram as inscrições para o Brasileirão.
E agora?

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O MELHOR CAMPEONATO DO MUNDO

Sei que muita gente torçe o nariz quando eu escrevo isso e eu entendo.
Nesses tempos que a moda é marretar tudo que é aqui do Brasil, esse comportamento é até esperado.
Afinal, campeonatos bons são os europeus, aonde – dependendo do país – entram 10, 15, 20 times sendo que sómente 3 ou 4 estão realmente disputando o título.
O resto é só para fazer peso na embarcação. Mas deixa quieto…
Aqui no Brasil é diferente.
E por favor não me venham com aquela lenga-lenga de que “o nível é fraco”, patati-patatá.
No sábado, mais uma vez a comprovação de que, como diz aquele ex-jogador, “futebol é uma caixinha de surpresas, entende?”.
Onze entre dez comentaristas apostavam que o Fluminense, líder, surraria o Atlético-GO, abrindo 5 pontos de diferença em relação ao vice-líder, Atlético-MG.
Afinal, jogava “em casa”, no estádio do Volta Redonda e enfrentava o lanterna do campeonato.
O time goiano não havia vencido uma única partida fora de casa.
Final de jogo, Atlético-GO 2×1 Fluminense, num noite que o time tricolor jogou muito mal.
Os tricolores pressentiram o pior, pois o Atlético-MG jogaria contra o Náutico, lá em Recife, mas afinal era o Atlético, completíssimo, com Ronaldinho, Bernard, Danilinho e cia.
Uma vitória mineira alçaria o time à liderança, com 54 pontos, superando o Fluminense por apenas 1 ponto, mas o time de Cuca tem um jogo a menos.
Só que esqueceram de combinar com o Náutico.
Só para fins de informação, o Náutico tem a quarta melhor campanha jogando em casa.
Perde para Atlético-MG, Grêmio e São Paulo, apenas.
Em 12 jogos, 8 vitórias, 2 empates e 2 derrotas.
E as derrotas ocorreram há bastante tempo: 30/06, 0×2 Fluminense e 25/07, 3×4 Coritiba.
O Náutico abriu o placar, com Souza, logo aos 4″ do primeiro tempo.
O Galo partiu em busca do empate e o goleiro Vitor cometeu penalti, que foi desperdiçado por Araújo.
Placar final: Náutico 1×0.
Nesse cenário, o Grêmio, que jogoou às 18h30, já sabendo o resultado em Recifie, poderia ficar a um ponto do Atlético-MG (50 a 51).
E, embora fora de casa, enfrentava o Flamengo, um time ainda demonstrando insegurança e pressionado pelo risco de entrar na zona de rebaixamento.
Mas o Grêmio fez um gol no primeiro tempo, levou sufoco e o gol do empate no segundo.
O empate acabou tendo sabor de vitória para o time rubro-negro, que chegou a estar a sómente 1 ponto da zona de rebaixamento.
Como o Vasco apenas empatou com o Cruzeiro, pouca coisa mudou na tabela, com os quatro primeiros mantendo a posição desde a 22ª rodada.
E  mesmo em caso de derrota do Vasco na próxima rodada e vitória de Botafogo e/ou São Paulo, o time cruzmaltino continuará no G4, de onde não sai há bastante tempo.
Mas como eu disse, há quem prefira esses campeonatos de dois times.
A esses, bom proveito!

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TRÊS JOGOS COMPLICADOS…

A medida que o Brasileirão se aproxima da fase mais aguda, começam a acontecer os jogos “complicados”.
Às vezes, não envolvem necessariamente um candidato ao título, mas devido ao fato de seu resultado interessar a muita gente, passam a ser “jogões”.
No meu entendimento, nessa 25ª rodada teremos três jogos assim.
No domingo, às 16h, no estádio Dilson Melo, em Varginha (MG), se enfrentarão Cruzeiro e Vasco.
O time cruzeirense atravessa uma maré negra, com três derrotas seguidas.
O time carioca também não está muito bem das pernas.
Considerando apenas o returno, o Vasco está em 12º lugar e o Cruzeiro em 13º.
O Vasco estreará o novo técnico, Marcelo Oliveira enquanto no Cruzeiro, Celso Roth está sob pressão, com o agravante de que Felipão está solto no mercado.
Uma vitória levará o Vasco aos 45 pontos, o manterá no G4 e dará um gás ao trabalho de Marcelo Oliveira.
Já o Cruzeiro precisa vencer para quebrar a sequência de derrotas e chegar ao sexto lugar, dependendo da combinação de resultados.
A situação é ligeiramente favorável ao Vasco.
Outro jogo arisco acontecerá no mesmo horário, bem longe dali, em Recife.
O Náutico receberá o Atlético-MG.
Não creio que o Atlético-GO vença ou empate com o Flu, sábado, o que poderia aumentar a importância do jogo no Aflitos.
O time pernambucano é parada dura quando joga em casa.
Na classificação geral, está em 14º lugar mas possui a 6ª melhor campanha em casa, com 11 jogos, 7 vitórias 2 empates e 2 derrotas (Fluminense e Coritiba).
Depois da derrota em 25/07, para o time paranaense, cinco jogos e nenhuma derrota.
A torcida apóia e o time possui alguns talentos, como Araújo e Kieza.
O Galo sabe do desafio.
Precisa dar continuidade a sequência de vitórias e ultrapassar o Fluminense.
Conta com o bom momento de Bernard e Ronaldinho para isso.
Mesmo assim, é um jogo que indica empate.
E o outro jogo maroto da rodada é Flamengo e Grêmio, às 18h30, no Engenhão.
Para ambos, só a vitória interessa.
O time gaúcho jogará sabendo do resultado de dois jogos que lhe interessam: o de Varginha e o de Recife.
Pode entrar em campo com o time da Colina a apenas dois pontos de distância e a apenas 1 ponto de alcançar o Atlético-MG.
Uma vitória é primordial.
Do outro lado, o Flamengo sabe do risco desse jogo.
Time com a pior campanha do returno, com apenas 1 ponto conquistado em 5 jogos, uma derrota seria péssima.
Uma vitória jogaria o time lá prá cima, para o 12º lugar.
Mesmo que seja derrotado e seus oponentes na parte de baixo da tabela vençam, não será ultrapassado por nenhum deles.
Mas passaria a ficar numa situação de alto risco, pois o Palmeiras – seu real oponente na briga para evitar o rebaixamento – pode começar a melhorar de performance.
Esses são três jogos no qual há muita gente torcendo a favor e contra.

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HÁ TEMPO PARA MUDANÇAS?

A 24ª rodada começou ontem e termina hoje, com mais dois jogos.
Para dois times, a noite de ontem foi particularmente amarga: Flamengo e Palmeiras.
O Flamengo sustentava um empate com o Santos até 40 minutos do segundo tempo.
Embora não fosse um resultado maravilhoso e descesse na tabela,  ficaria em 14º lugar, permanecendo à frente do Santos, ambos com 28 pontos.
Mas dois gols relâmpagos arrassaram a noite rubro-negra.
O time voltou para o Rio na 16ª posição, com 27 pontos, com os pés na borda do abismo da zona de rebaixamento.
O primeiro time na zona de rebaixamento é o Sport, com 23 pontos.
Ou seja, será necessário mais de uma rodada de maus resultados para ser alcançado.
Mas acredito que o grande adversário do Flamengo para escapar do rebaixamento será o Palmeiras.
O time alviverde chegou a São Januário talvez apostando na crise que anda rondando a Colina histórica.
E fez o primeiro gol, numa bobeira da zaga cruzmaltina.
Mas ainda tinha palmeirense comemorando quando o Vasco empatou.
A virada e o terceiro gol selaram a noite palmeirense.
O time está a sete pontos do Flamengo e precisará jogar muita bola para reverter o quadro.
É possível? Sim, basta ver a campanha do Fluminense em 2009. Em setembro daquele ano, todos os “especialistas” já davam o Flu como rebaixado.
E estamos na 24ª rodada, ainda faltam 14 para o final do Brasileirão e serão disputados 42 pontos.
O problema do Palmeiras é conseguir, por exemplo, duas vitórias consecutivas.
O time parece entregue e o elenco, embora conte com nomes como Valdivia, Barcos e Obina, é fraco.
No entanto, não é pior do que o do Flamengo.
Ao que tudo indica, é com o Fla que o Palmeiras pretende trocar de lugar.
E promete ser uma briga boa.

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PARA FLAMENGO E PALMEIRAS, O FINAL DE ANO PROMETE

Pela primeira vez na era dos pontos corridos, três ex-campeões da Libertadores frequentam a rabeira da tabela.
E não só frequentam, como estão em situação preocupante.
O Flamengo está em 13º lugar, com 27 pontos, o Santos aparece na 15ª posição, com 27 pontos e o Palmeiras, em 18º lugar, com 20 pontos, está chafurdado na zona de rebaixamento.
Falando assim, com exceção do Palmeiras, até que a coisa não parece tão ruim.
Posso até concordar para o caso do Santos, que tem um jogador que pode fazer toda a diferença: Neymar.
Mas não é o caso de Flamengo e Palmeiras. Vejamos o caso do time carioca.
A melhor colocação do time foi a 8ª posição, que frequentou na quarta e quinta rodadas.
Na 19ª rodada, estava na 9ª posição. Havia vencido o Vasco na rodada anterior e empatara com o Botafogo. Aí a coisa desandou de vez.
Um empate pífio com o Sport, em Volta Redonda e uma sequência de três derrotas acachapantes deixaram o time numa posição delicada da tabela.
O rubro-negro joga contra o Santos, na Vila Belmiro, nessa quarta-feira, que pode ser uma daquelas noites de pesadelo para sua imensa torcida.
Com Neymar de volta ao time, o Santos é outro e partirá prá cima, pois sua situação também merece cuidados.
Uma derrota seria trágico para o Flamengo, pois uma combinação de resultados nada improvável faria o time terminar a noite de quarta-feira na fronteira do rebaixamento.
Basta que o Bahia, time com a melhor campanha do returno, vença o Sport e o Coritiba, que jogará o contra o lanterna, Atlético-GO, também vença.
A diferença do Flamengo para o Sport, primeiro time na zona de rebaixamento, é de 5 pontos.
Mas ao que tudo indica, caso esse cenário triste se confirme, a briga deverá ser contra o Palmeiras.
Ironia das ironias, o Fla deverá torcer para que o Vasco, mergulhado em crise, vença o time alviverde, retardando uma possível recuperação.
Caso seja derrotado em São januário, o Palmeiras ainda pode descer mais, caso o Figueirense vença em casa o imprevisível Cruzeiro.
Pior, na próxima rodada terá pela frente o terror do campeonato, o Corinthians, que vem dizimando quem cruza seu caminho.
Em setembro, a sequência é ingrata para o Palmeiras, que depois jogará contra Figueirense (fora) e Ponte Preta (casa).
Ao que tudo indica, a reta final do Brasileirão promete ser emocionante para Flamengo e Palmeiras.

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NO BRASILEIRÃO, DOIS CAMPEONATOS PARALELOS

Os resultados parciais da 22ª rodada confirmam algo já observado pelos mais atentos: tão empolgante quanto a luta pelo título será a briga para fugir do rebaixamento.
Duvidam? Hoje os quatro times que estão fora da zona de rebaixamento são: Flamengo (13º, com 27 pontos),  Santos (14º, com 26 pontos), Bahia (15º, com 24 pontos) e Coritiba (16º, com 22 pontos).
No returno, Santos e Atlético-GO ainda não pontuaram, enquanto Flamengo e Palmeiras tem apenas 1 ponto em três jogos.
Uma análise lúcida da situação dos times causa apreensão a torcedores de alguns times.
Ontem, o Flamengo, derrotado pela Ponte Preta,  vem caindo de produção desde o início do segundo turno já caiu da 10ª para a 13ª posição.
Após a vitória contra o Vasco, no dia 15/08, o time ganhou dois míseros pontos (empates contra Botafogo e Sport, em casa) e vem com duas derrotas em sequência.
O complicador, no caso rubro-negro, é o fraco desempenho do time, que apresenta problemas na defesa e tem em Vagner Love seu único destaque.
Perdeu para o Sport, que está na zona de rebaixamento e terá um jogo encardido contra o Coritiba, na capital paranaense, aonde históricamente não costuma se dar bem.
Nos seus calcanhares está o time do Santos, que dificilmente será rebaixado, pois possui elenco para superar qualquer adversário do Brasileirão.
Uma vitória santista diante do rival São Paulo já causará a troca de posições na tabela.
O Santos, que estava em 11º na virada do turno, hoje está em 14º lugar, mas as ausências de Neymar, Ganso e Arouca não serão eternas.
Não vejo o time com o menor risco de rebaixamento.
O Bahia, que começou o turno em 16º lugar, subiu para 15º lugar.
Jogar em casa não tem sido o diferencial, pois o time empata muito jogando no Pituaçu (7 empates).
No momento decisivo, isso pode fazer a diferença, pois é o vice-lanterna como mandante.
Conta com o bom momento do atacante Souza, mas precisa ficar atento, sua situação é complicada.
O Coritiba é o último time fora da zona de rebaixamento.
Venceu apenas uma vez como visitante e conta com o apoio da torcida para sair do sufoco, pois venceu cinco jogos em casa.
O jogo contra o Flamengo, sábado, adquiriu grande importância, pois pode quebrar a sequência de duas derrotas fora de casa.
Ou seja, a luta para não entrar na fatídica zona de rebaixamento promete ser tão acirrada quanto a luta pelo título.
Sobretudo porque alguns desses times indicam que, se entrar, dificilmente conseguirão se recuperar nas rodadas que faltam.

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