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OS JOGOS SÃO APENAS UM DETALHE

Por Thayssa Bravo

Embora os Jogos sejam o ápice das Olimpíadas, cidades que já sediaram o evento garantem: a competição esportiva é apenas um detalhe. O grande potencial do maior evento esportivo do planeta (que a Fifa não nos leia) é a transformação que pode causar num ciclo de 27 anos. O Comitê Olímpico Internacional (COI) lembrou nesta semana em Lausanne, na Suíça, durante o seminário em Planejamento de Legado promovido pela União Internacional de Cidades Olímpicas, que o impacto dos Jogos deve ser planejado a partir do momento em que a cidade recebe o direito de sediar o evento – ou seja, 7 anos antes – para que os seus efeitos sejam sentidos até 20 anos depois. O que o diretor-executivo dos Jogos Olímpicos, Gilbert Felli, quis dizer é que se o Rio fizer o dever de casa, em 2036 ainda estará sob efeito de uma completa transformação: “Pra sempre, uma Cidade Olímpica”.

Representantes brasileiros dos governos municipal, estadual e federal participaram do seminário. Segundo o prefeito Eduardo Paes, o legado que os Jogos deixarão no Rio vão muito além do de Londres 2012 ou Pequim 2008. “Enquanto nas outras cidades apenas uma área é impactada, no Rio a transformação será completa. Vamos mudar toda a lógica de transporte e mobiliário urbano, abrangendo várias regiões da cidade. O legado é total, geral e irrestrito”, disse. Representantes do Rio 2016 e das Olímpiadas de Inverno de Sochi 2014 participaram de debates, e tiveram a oportunidade de fazer perguntas para profissionais que estiveram em Pequim e nas Olímpiadas de Inverno de 2010, em Vancouver, no Canadá. Chocou a plateia o fato de que exemplos do legado de sustentabilidade no caso do Brasil sejam decisões simples para países desenvolvidos da Europa, como plantação de árvores, limpeza das lagoas da Barra da Tijuca, na Zona Oeste, e Rodrigo de Freitas, na Zona Sul, e saneamento básico nas comunidades pobres próximas a essas áreas.

O principal alerta feito pelo Comitê Olímpico Internacional foi quanto à gestão do legado dos Jogos Olímpicos. Segundo Gilbert Felli, é importante que seja firmado um acordo estabelecendo as responsabilidades da prefeitura, do governo do estado e do Comitê Olímpico nacional (COB, no caso brasleiro). A recomendação de incluir o impacto social durante todas as fases do processo foi seguida pelo Comitê Organizador dos Jogos de Vancouver. “As flores entregues nos pódios foram confeccionadas por mulheres vítimas de violência. E também buscamos engajar nossos patrocinadores no processo. A Coca-Cola, por exemplo, se envolveu com o tratamento do lixo e a redução de emissão de carbono”, contou Ann Duffy, chefe de Sustentabilidade Coorporativa em Vancouver.

Os canadenses lembraram que embora as flores do pódio sejam concretas, o sentimento que tomou conta daquelas mulheres foi intangível. “Os Jogos mudaram o Canadá e inspiram as próximas gerações. É um prazer passar a chama para vocês”, disse Bruce Dewar, diretor-executivo da LIFT, organização-legado dos Jogos de Vancouver que apóia empresas interessadas em investir nas áreas de esporte e saúde.

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LONDRES 2012 É LOGO ALI

Até a abertura são 480 dias, mas para a cidade é como se fosse agora. Londres vive intensamente o clima das Olimpíadas, mesmo estando a mais de um ano do início da competição.

Esses são os anéis olímpicos colocados na King’s Cross railway station, uma das principais estações de trem e metrô de Londres. Assim que cheguei na cidade, eles chamaram minha atenção e me dei conta de que estava na sede dos Jogos Olímpicos, e isso era apenas o começo.

Antes mesmo de sair da estação, dei de cara com uma loja gigantesca de produtos oficiais dos Jogos. Tem de tudo, e quem é apaixonado pelo esporte, fica com vontade de comprar a loja inteira. Na verdade, não dava pra sair de Londres sem alguma coisinha das próximas Olimpíadas, o difícil era escolher o que.

Em todos os lugares os ingleses fazem questão de te lembrar que você está na casa dos Jogos Olímpicos de 2012. Daria para sentir um pouco de inveja se não soubéssemos que em 2016 será a nossa vez. Ou melhor, logo depois que acabarem as competições de 2012, já começa a contagem regressiva para o Rio de Janeiro.

Diante de tudo que vi, falando de transportes, segurança e, também, de instalações esportivas (sem querer comparar as duas cidades), dá pra esperar por um Rio muito melhor, em todos os sentidos. Espero que a cidade maravilhosa saiba aproveitar as Olimpíadas, do seu jeito, mas com a mesma intensidade de Londres!

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Brasil: O país do judô

Favoritismo no futebol é algo que os brasileiros já encaram com naturalidade. Mas já foi tempo que essa era a única modalidade em que o país certamente brigaria por títulos. Hoje em dia dá pra dizer que o Brasil também é o país do judô.

Além de conquistar medalhas em praticamente todas as competições que disputam, os brasileiros mostraram no Pan de Judô que aqui, na América, vai ser difícil de alguém nos bater, inclusive nos Jogos Pan-Americanos.

Neste fim de semana, em Guadalajara, os judocas brasileiros conquistaram 14 medalhas, foram campeões por equipe no masculino e no feminino, e o Brasil se classificou para todas as categorias nos Jogos Pan-Americanos, que acontecem em outubro na mesma cidade.

O destaque vai para Leandro Guilheiro, Felipe Kitadai, Leandro Cunha e Bruno Mendonça que conquistaram a medalha de ouro em suas categorias. Entre as mulheres, não teve ouro, mas no total foram 7 medalhas. Mayra Aguiar, que levou a prata, não conseguiu vencer a americana Kayla Harrison, uma das suas principais adversárias.

A competição serviu também como um teste para a cidade e para os atletas, que puderam conhecer as instalações que, futuramente, serão usadas nos Jogos.

 

Para fazer um campeão, nada melhor que um técnico experiente. E o patinador artístico brasileiro Marcel Sturmer apostou nisso. O atual bicampeão pan-americano começou nesta segunda-feira a preparação para o Pré-Pan da categoria acompanhado de perto pelo treinador argentino Dario Alvarez, que é conhecido por formar campeões mundias e também pela sua rigidez.

Para a competição, que acontece em março, cada país leva dois atletas mas apenas o melhor garante a vaga nos Jogos Pan-americanos de 2011, em Guadalajara. Marcel é a grande esperança do Brasil na modalidade. Ele foi campeão brasileiro dez vezes, conquistou o bronze no Mundial em 2010, e ainda levou a International Roller Cup, que foi realizada na Itália.

Além de modalidades como judô, vôlei, e natação, podemos esperar medalhas também na patinação. E nossa torcida vai para Marcel Sturmer!

 

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BRASIL BEM REPRESENTADO NO LAUREUS

O Prêmio Laureus, conhecido como o “Oscar” do esporte, completa agora 11 anos de existência e contempla os melhores atletas do mundo a nível individual e coletivo. Entre as categorias escolhidas estão: melhor atleta no masculino, melhor atleta no feminino, melhor equipe, melhor promessa mundial, melhor retorno do ano, melhor atleta em esportes alternativos, e melhor atleta paraolímpico.

É justamente nessa categoria que o Brasil está muito bem representado pelo nadador Daniel Dias. Vencedor da edição de 2009, ele vai em busca do segundo troféu. E para isso tem que superar a esquiadora alemã Verena Bentle,  o esquiador eslovaco Jakub Krako, a tenista holandesa Esther Vergeer, o nadador australiano Matt Cowdrey, e o esquiador canadense Lauren Woolstencroft.

Para quem não conhece Daniel, ele é um dos responsáveis, ao lado de André Brasil, por transformar o nosso país em uma potência paraolímpica. Em 2008, nos Jogos Olímpicos de Pequim, conquistou nove medalhas e colocou a bandeira verde e amarela no lugar mais alto do pódio por quatro vezes.

Dessa vez o nadador foi indicado ao prêmio depois de um 2010 excepcional. No Mundial Paraolímpico de Natação ganhou sete medalhas de ouro, e foi eleito o melhor atleta do mês de agosto pelo Comitê Paraolímpico Internacional.  Daniel também ficou com o troféu de melhor do ano no esporte paraolímpico brasileiro, e recebeu uma homenagem do COB.

Vamos torcer para que no dia 7 de fevereiro, em Abu Dhabi, o paulista de 22 anos conquiste mais essa vitória para o esporte nacional.

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TUDO CONTINUA IGUAL…

Por Guilherme Alencar

O ano mudou, mas as donas da medalha de ouro não. Atuais campeãs do Circuito Brasileiro e Mundial de Vôlei de Praia, Juliana e Larissa derrotaram Talita e Maria Elisa neste domingo, por 21/17 e 21/18, conquistando a etapa de Vitória, a primeira do Circuito Nacional. Na disputa do terceiro lugar, Luana e Lili, dupla da casa, derrotaram Vivian e Tatiana por 2 sets a 1, parciais de 22/20, 15/21 e 15/8.

A hegemonia da dupla parece não ter fim. A vitória sobre Talita e Maria Elisa, vice-líderes do ranking, foi a 45 consecutiva de Juliana e Larissa. O título em terras capixabas representa o nono seguido, depois dos oito ouros nas oito últimas etapas do Circuito 2010.

Se na temporada passada a dupla bateu vários recordes, ao que tudo indica, a atual servirá para que estes sejam ampliados e outros mais sejam batidos. No ritmo em que se encontram, me arrisco a dizer que Juliana (27 anos) e Larissa (28 anos) estão no caminho para se tornar a maior dupla de vôlei de praia de todos os tempos. Para isso, o ouro olímpico, em Londres, é essencial.

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CIRCUITO BRASILEIRO DE VÔLEI DE PRAIA

Por Guilherme Alencar

Começa nesta quinta-feira (13/01) o Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia 2011. A primeira das doze etapas acontece na praia de Camboriú, em Vitória (ES), até o dia 16 de janeiro.

Hoje nós vamos relembrar como foi o circuito na última temporada e, amanhã, traremos o calendário e as novidades de 2011.

Confira a retrospectiva 2010:

Entre as mulheres, 2010 foi de domínio absoluto de Juliana e Larissa. No Circuito Brasileiro não teve pra ninguém. Elas venceram onze das doze etapas disputadas e bateram alguns recordes.

Larissa conquistou seu 50° título de etapas brasileiras e igualou a marca de Emanuel. A dupla ainda chegou a quarenta vitórias seguidas e bateu a série invicta de trinta e nove partidas obtida por Adriana Behar e Shelda em 2002. Para completar, com título em oito etapas consecutivas, as duas conseguiram a maior série da história da competição, superando a dupla Alison/Emanuel, que levou os últimos sete torneios de 2009.

Talita e Maria Elisa foram as únicas capazes de superar as campeãs e conquistar uma etapa.  Elas ainda ficaram com cinco medalhas de prata, por isso terminaram o circuito em segundo lugar.

No masculino, o Circuito Brasileiro foi vencido por uma dupla que não será mais vista em 2011. Thiago e Pedro Cunha conquistaram o título com uma etapa de antecedência. Os dois venceram cinco das doze etapas, mas supreenderam ao anunciarem o fim da parceria que durou apenas um ano.

O capixaba Alison, que competiu parte do circuito ao lado do carioca Ferramenta e outra parte com o paranaense Emanuel, ficou em segundo lugar, com quatro etapas conquistadas e apenas vinte pontos a menos na classificação geral.

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BASQUETE RUBRO-NEGRO SOB COMANDO ARGENTINO

Ele chegou meio tímido, sem entender muito bem o nosso português, mas aos poucos foi se soltando. Gonzalo Garcia me pareceu um cara humilde, simples, e exigente quando o assunto é trabalho. A missão dele não é fácil, substituir ninguém menos que Paulo Chupeta, treinador que estava no comando da equipe há quase seis anos e ganhou vários títulos.

Os jogadores pareciam um pouco “desconfiados” no primeiro treino. Marcelinho de cara comentou “ele é bem detalhista”. Não dá pra pedir que, de uma hora para outra, os atletas se acostumem com técnico novo, jeito de trabalho diferente e broncas em espanhol, no lugar do bom e velho portugês.

A verdade é que, nesta terça-feira, menos de duas semanas depois da apresentação do novo treinador, a equipe já conseguiu a segunda vitória, e dessa vez em uma competição que ainda não conquistou. Pela Liga das Américas, o Flamengo estreou diante do Quimsa e bateu o time argentino por 78 a 72. Não faltou sofrimento, e os rubro-negros passaram a frente no placar faltando 55s para o fim da partida, com uma cesta de três de Fred.

Quem sabe a conquista de um título inédito para o basquete do Flamengo, não faça com que jogadores e torcida confiem, de vez, no comandante argentino.

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BELLUCCI VENCE MAIS UMA E SEGUE FIRME EM AUCKLAND

Por Guilherme Alencar

Thomaz Bellucci acordou mais inspirado nesta quarta-feira, na Nova Zelândia. Depois de sofrer para passar por Michael Russel, número 101 do mundo, o brasileiro jogou bem melhor e derrotou o espanhol Tomy Robredo, 51º do ranking, por 2 sets a 1 (6/4, 3/6, 6/1), em pouco menos de duas horas, avançando às quartas-de-final do ATP 250 de Auckland.

O jogo não poderia ter começado melhor para o número 31 do mundo, que no primeiro game já quebrava o saque do adversário. Jogando com bom aproveitamento do primeiro serviço, não teve dificuldades em fechar o set. Na segunda parcial a situação se inverteu. Robredo passou a sacar melhor, quebrou Bellucci abrindo 3 a 1, e fechou em 6/3.

O set decisivo foi muito tranquilo para o brasileiro, que quebrou o serviço do espanhol duas vezes, e fechou a partida com uma 6/1. Nas quartas, o número 1 do Brasil enfrenta o vencedor do confronto entre o colombiano Santiago Giraldo e o espanhol Albert Montañes.

Por Guilherme Alencar

Medalhista de prata com a seleção em Pequim, o levantador Marcelinho vai voltar ao voleibol europeu. A contragosto, é verdade. Assim como o meio-de-rede Rodrigão, o jogador foi dispensado do Pinheiros há três semanas, e como não pode atuar por outra equipe da Superliga, acertou com o Treviso, da Itália, o que não era sua intenção. “Não queria sair do Brasil, não pensava mais nisso, me planejei quando voltei da Grécia, depois das Olimpíadas da China”, disse o jogador.

Rodrigão também não quer sair do Brasil, por isso treina sozinho, em Praia Grande, onde mora, para não correr o risco de perder a boa forma e a vaga na seleção brasileira. Na época da dispensa, Bernardinho afirmou que o meio-de-rede continua na seleção, mas revelou estar preocupado com a inatividade do jogador.

O técnico ainda disse ter estranhado a saída dos dois jogadores que, convenhamos, merece mais explicações. Oficialmente, o Pinheiros divulgou que o motivo era por decisões estratégicas e projetos distintos apontados pelas partes envolvidas (jogadores, clube e patrocinador). Os dois atletas, no entanto, disseram que foram comunicados que o treinador da equipe, Mauro Grasso, pediu a dispensa alegando que eles estavam desmotivados. Ambos negaram a falta de motivação, e Marcelinho disse que nunca foi procurador pelo técnico para falar sobre o assunto.

No mínimo é estranho que um treinador não converse com atletas do nível de Rodrigão e Marcelinho para entender o que os deixa desmotivados, antes de pedir a saída.

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