Carlos Brant

O Atlético vence, mas nunca convence


Foto: Divulgação

Saudações alvinegras!

Após começar a temporada jogando no 4-2-3-1, Cuca perdeu Bernard, por lesão, e resolveu adotar o 4-4-2 nas últimas partidas, com Guilherme e André formando a dupla de ataque. A formação fez com que o Atlético perdesse 90% de sua força ofensiva, já que no esquema anterior a equipe, apesar de não atuar perfeitamente, sabia trabalhar a jogada com dois pontas e um armador auxiliando André, referência no ataque. Sem Bernard, Cuca chegou a testar Mancini na posição, mas após o clássico contra o América, Guilherme, que foi um dos destaques da partida, acabou ganhando uma chance entre os titulares.

Com Guilherme, o Atlético venceu o Nacional/NS por 4×2, na Arena do Jacaré e, na noite da última quarta-feira, superou o CENE/MS por 3×1, em Dourados, no Mato Grosso do Sul, se classificando para a segunda fase da Copa do Brasil. Sem Bernard, a equipe armada pelo técnico Cuca durante a pré-temporada, que se mostrou eficiente na marcação e fatal nos contra-ataques, perdeu força, passando a apresentar um futebol fraco, bem abaixo da média.

Para eliminar a segunda partida contra a equipe sul-mato-grossense, que estava marcada para a próxima semana, na Arena do Jacaré, o Atlético contou com a ajuda da arbitragem, que validou um gol irregular de André. Passes errados, saídas de bola mal feitas, erros do técnico Cuca, que chegou a deixar o Atlético com quatro atacantes em campo, sem nenhum armador, fora outros inúmeros problemas apresentados pela equipe durante a partida, mostraram bem toda a fragilidade desta equipe.

Podem me chamar de “corneteiro”, ou dizer que estou sendo exigente demais, mas eu tenho certeza que, jogando assim, esse time não vence nenhum dos clubes da série A do Brasileirão. Completo, o Atlético possui um bom time, mas tem um elenco ruim, sem peças de reposição. Quem pensa que Mancini e Neto Berola entrarão para resolver quando Bernard ou André estiverem ausentes, está muito enganado.

Os 100% de aproveitamento escondem os verdadeiros problemas dessa equipe. Em 2012, o Atlético vem vencendo, mas nunca convencendo.

Um abraço a todos

Pra cima deles, Galo!

Foto: Bruno Cantini/Divulgação Atlético

Saudações Alvinegras!

Com 100% de aproveitamento na temporada, o Atlético inicia contra o CENE/MS a luta pelo título inédito da Copa do Brasil. A primeira partida entre as duas equipes acontece às 22h desta quarta-feira, no estádio Fredis Saldivar, mais conhecido como Douradão, em Dourados, no Mato Grosso do Sul. O confronto iria acontecer em Campo Grande, capital do estado do Mato Grosso do Sul e sede do CENE, mas devido às trocas de obra do gramado do Morenão, único com condições de receber jogos da Copa do Brasil em Campo Grande, a partida acabou sendo remanejada para o interior do estado. Uma vitória da equipe alvinegra por dois ou mais gols de diferença elimina o jogo de volta, previsto para o próximo dia 21, às 22h, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas.

O técnico Cuca salientou a importância da Copa do Brasil. “A gente passa para os jogadores a importância que é uma competição que te leva à Libertadores e que te dá um título nacional. Vamos lutar para ser campeões. Conhecemos bem o Cene, sabemos como será o jogo lá e vamos transmitir isso tudo aos atletas. É uma competição que vai premiar apenas um dos 64 times participantes e estou bem confiante nessa competição também”, afirmou.

O volante Pierre, por sua vez, espera que o Atlético possa manter na competição nacional, a boa fase que vive no estadual. “O ambiente é bom, o momento é bom, 100% de aproveitamento no Mineiro e, agora, a Copa do Brasil, uma nova competição, totalmente diferente e também muito difícil. A gente quer fazer de tudo para manter esse bom ambiente e, para isso, só conquistando as vitórias. São jogos de mata-mata e um jogo pode decidir a classificação, então, temos que entrar bastante focados e respeitando sempre o adversário”, disse o jogador, que ressaltou ainda as dificuldades que serão encontradas nas fases iniciais do torneio. “Não é porque vamos enfrentar uma equipe que não está disputando a Série A do Campeonato Brasileiro que vai ser fácil, será um jogo difícil e temos que entrar atentos, com muita humildade e sabendo que, para vencer, vamos ter que correr bastante e se doar ao máximo”, completou.

Capitão da equipe, o zagueiro Réver diz que o Atlético precisa estar atento aos detalhes para não acabar tropeçando nas próprias pernas. “Não podemos cair nos pequenos erros, principalmente nesses jogos fora de casa. A equipe vem numa sequência boa, mas a gente sabe que é uma competição totalmente diferente, então, esperamos estar atentos aos pequenos detalhes para não ter nenhuma surpresa. A gente sabe que vai encontrar a dificuldade porque o Cene estará muito motivado por enfrentar uma equipe grande do futebol brasileiro. Temos confiança no nosso trabalho, mas não podemos achar que será um jogo fácil”, analisou.

Por outro lado, a situação atual do CENE não é das mais confortáveis. Atual campeão sul-mato-grossense, a equipe faz campanha irregular no estadual de 2012, com três vitórias e três derrotas, além de já ter sido comandada por três treinadores diferentes neste início de temporada. As dificuldades do clube começaram em 2011, quando a torcida criou enorme expectativa quanto a participação da equipe na Série D do Brasileirão. Porém, o CENE acabou sendo eliminado ainda na primeira fase, gerando desentendimentos e crise desde então. Mirandinha, treinador da equipe na época, não teve seu contrato renovado.

Em 2012 o clube veio com fôlego novo, assinando com Velloso, ex-goleiro de Atlético e Palmeiras, que iria comandar a equipe durante toda a temporada. Entretanto, após maus resultados na pré-temporada e a derrota por 2×1 no clássico contra o Comercial, na primeira rodada, Velloso pediu demissão. Enquanto um novo treinador não era contratado, Paulo Muller, diretor de futebol do clube, assumiu interinamente o cargo por três rodadas, acumulando duas vitórias e uma derrota. Na quarta rodada, Éder Taques foi apresentado, mas sua passagem pelo clube acabou sendo breve. Após uma vitória e uma derrota sob o comando da equipe, o treinador alegou problemas familiares e pediu demissão do cargo, na véspera da partida contra o Atlético, quando a equipe novamente terá Paulo Muller no comando técnico.

ATLÉTICO X CENE/MS

Motivo: 1ª fase da Copa do Brasil (IDA)
Data: 14/03/2012
Hora: 22hs
Estádio: Douradão
Cidade: Dourados-MS
Árbitro: Antônio Denival de Morais (PR)
Auxiliares: Luis H. Souza Santos Renesto (PR) e Arestides Pereira da Silva Jr.

Atlético: Renan Ribeiro; Marcos Rocha, Réver, Rafael Marques (Luiz Eduardo) e Richarlyson; Pierre, Leandro Donizete (Serginho ou Danilinho), Mancini e Escudero; André e Guilherme.

Técnico: Cuca

CENE/MS: Alan; Jaime, Alberto e Robson; Cafu, Serjão, Márcio e Andrade; David, William e Marcelo.

Técnico: Paulo Müller

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE

Novamente, peço desculpas aos leitores pela ausência neste início de trabalho. A partir de hoje o blog será atualizado frequentemente, tornando-se um espaço de informações diárias para a torcida alvinegra. Continuem acompanhando!

Um abraço a todos.

Pra cima deles, Galo!

Carlos Brant

Analisando o início dos trabalhos do Atlético em 2012

Saudações Alvinegras!

Antes de começar a falar sobre o Atlético, gostaria de pedir desculpas por minha ausência durante o mês de Janeiro, que acabou acontecendo por motivos pessoais. Prometo a todos que não acontecerá novamente, e estaremos aqui todos os dias discutindo o dia-a-dia do glorioso. E nesse retorno, quero analisar minuciosamente todo o trabalho realizado pelo Atlético em 2012, desde a reeleição de Alexandre Kalil, passando pelas “contratações pontuais” feitas pelo presidente reeleito e pelo início dos trabalhos de pré-temporada na Cidade do Galo, até a 2ª partida realizada pela equipe no Campeonato Mineiro, contra o América/TO.

Foto: Bruno Cantini/Divulgação Atlético

Vencendo os conselheiros Fred Couto e Irmar Ferreira Campos, Alexandre Kalil recebeu 235 votos e continua no comando do Atlético até 2014. Quando eleito pela primeira vez, ele encontrou um Atlético, como ele mesmo diz, totalmente desorganizado e jogado as traças, o que realmente é verdade. Lembro-me de ter lido uma entrevista do presidente para um grande veículo da imprensa esportiva nacional, no qual ele diz que assumiu um clube com R$19mil em caixa, R$2.5 milhões de cheques pré-datados na rua e “sem dinheiro pra comprar um cacho de banana”. E hoje, querendo ou não, graças a ele a situação do Atlético (a nível administrativo) é completamente diferente.

O clube reorganizou o seu quadro de funcionários, renegociou e quitou grande parte de suas dívidas, passou a controlar a sua demanda de compras e contratação de serviços de todas as unidades, aumentou significativamente a sua arrecadação e passou a investir forte em seu patrimônio. Mas o bom trabalho para por aí, já que dentro de campo a coisa não caminhou como imaginávamos. Foram inúmeros os erros cometidos pelo clube em seu departamento de futebol, o que culminou com uma sequência de vexames que, em muitos momentos, deixou o torcedor envergonhado.

Alexandre Kalil é um bom presidente? Eu acredito que sim, mas o que sobra nele em paixão pelo Atlético, falta em ousadia pra ser um grande dirigente de um clube da elite do futebol Brasileiro. Kalil não é mal intencionado (assim espero) e não possui má vontade com o clube (apesar de às vezes parecer que possui), ele apenas precisa aprender a separar a paixão da razão, e se lembrar que além de ser uma empresa, o Atlético é um clube de futebol profissional. DE NADA ADIANTA O CLUBE TER TODAS AS SUAS DÍVIDAS QUITADAS, SE NÃO CONQUISTA NADA DENTRO DE CAMPO.

Foto: Bruno Cantini/Divulgação Atlético

Mas após a reeleição, o trabalho de preparação da equipe para a temporada 2012 mostra que o clube parece estar evoluindo. A começar pela formação do elenco. Sim, é óbvio que comparado com os outros clubes da elite, o Atlético não chega nem perto de almejar uma grande conquista com o elenco que possui, mas o fato da base da equipe que encerrou 2011 ter sido mantida (vamos relevar a última partida da temporada, e levar em conta a boa fase vivida pela equipe na reta final do Brasileirão) mostra que a era das contratações desenfreadas no Atlético acabaram, que uma nova mentalidade parece estar sendo implantada no clube.

Algumas peças inúteis enfim saíram do clube (vide Patric, Toró e Guilherme Santos), e quatro jogadores chegaram para reforçar o elenco: Leandro Donizete (volante/ex Coritiba), Danilinho (meia-atacante/ex Jaguares/MEX), Escudero (meia-atacante/ex Grêmio e Boca Juniors) e Rafael Marques (zagueiro/ex Grêmio). Apesar da fragilidade desse elenco, todos nós sabemos que a manutenção da base de uma equipe é importante para os trabalhos de pré-temporada, o que pode ser bastante benéfico a longo prazo.

Foto: Bruno Cantini/Divulgação Atlético

A partir daí, a nova equipe do técnico Cuca começou a ganhar forma. O treinador optou pela montagem de uma equipe eficiente na marcação e fatal nos contra-ataques. Renan Ribeiro continua sendo o dono da camisa 01, e pra mim, deve continuar sendo o titular ainda por muito tempo (vão me apedrejar por dizer isso). Carlos César trava uma briga boa com Marcos Rocha pela titularidade na lateral-direita, posição que pra mim ainda não tem um titular absoluto, sendo que o Atlético conta com dois grandes jogadores para a posição. Rafael Marques ganhou a vaga de Leonardo Silva, machucado, e forma a zaga com o capitão Réver. Na esquerda, Richarlyson continua sendo o titular, mesmo contra a vontade da grande maioria dos torcedores (inclusive eu), que preferem ver Triguinho, que é um especialista na posição e atuou bem em 2011, como titular.

No meio-campo, a grande polêmica. Leandro Donizete ganhou a vaga de Fillipe Soutto e forma a dupla de volantes da equipe com Pierre, que é titular absoluto. Alguns dizem que Cuca está certo, e que com o Leandro a equipe terá uma solidez defensiva maior. Mas convenhamos, o Fillipe Soutto é diferenciado. É um 2º volante que além de ser extremamente eficiente na marcação, sabe sair jogando com a bola nos pés, o que dá uma qualidade maior as saídas de bola da equipe. Sendo direto, NINGUÉM CONSEGUE ENTENDER O QUE O FILLIPE SOUTTO FEZ PRA SAIR DESSE TIME. Pra mim, esse vem sendo indiscutivelmente o grande erro do técnico Cuca em 2012.

Por outro lado, Cuca acertou em escalar Bernard, Escudero, Danilinho e André como o quarteto de ataque do Atlético. Com dois pontas velozes, um meia-atacante chegando de trás e um centroavante de referência na área, o Atlético possui aquela que sem dúvidas é a grande arma da equipe para 2012. E esse esquema vem dando certo, tendo em vista que três dos quatro gols marcados pela equipe no Campeonato Mineiro são de autoria dos homens de frente.

Foto: Bruno Cantini/Divulgação Atlético

E pra começar com o pé direito, duas vitórias consecutivas. Digamos que nesse início de temporada, o Atlético vem sendo eficiente, mas não foi convincente. As vitórias por 2×0 contra o Boa Esporte na Arena do Jacaré, e 2×1 contra o América/TO em Teófilo Otoni teoricamente animam o torcedor, mas as deficiências da equipe ainda são nítidas. Teoricamente a tendência é melhorar, e esperamos que todo o trabalho feito pelo clube nesse início de temporada contribua para isso.

Um abraço a todos.

Pra cima deles, Galo!

Carlos Brant

Boas festas!

Imagem: Reprodução

Saudações Alvinegras!

Hoje eu serei breve, pois venho apenas para desejar um Feliz Natal e um 2012 repleto de paz, saúde e felicidade para todos vocês.

E principalmente, que a partir do próximo ano o Clube Atlético Mineiro possa voltar a ser um clube vencedor e a nos dar muitas alegrias.

Desejo ao presidente Alexandre Kalil toda a sorte do mundo em seu novo mandato, e sinceramente espero que tenha aprendido com os erros que cometeu nos últimos 3 anos para que, com isso, consiga enfim colocar o clube no caminho das vitórias e conquistas.

Estarei de volta no dia 02 de Janeiro.

Um abraço a todos.

Pra cima deles, Galo!

Carlos Brant

Carta aberta à Diretoria Ridícula do Galo

Foto: Reprodução

por Carolina Pinheiro

Sinceramente, não sei qual é o modo correto de começar a escrever tudo o que penso, mas bem no fundo da minha alma, que hoje acordou bem diferente do normal, ela insiste em querer começar de mil maneiras, mas…

É, deixa pra lá.

Hoje, é um daqueles dias, que o Atleticano não sabe se levanta vestido com o manto ou se ontem mesmo, já fez questão de guardar todas as camisas no maleiro.

Eu preferi a segunda opção. Não pela derrota em si, que para mim já era esperada, mas junto com esse sentimento de ‘derrota’ que carreguei ontem, eu esperava que fosse feito com dignidade, que não foi o caso.

Mas guardei. Peguei tudo, todo o sentimento que era estampado em cores e objetos no meu quarto e guardei-os numa caixa. Os mantos sempre limpos e passados, prontos para a próxima vez que iria usá-los. As bandeiras, surradas de cada vez que eu fui ao campo, de cada viagem que fiz expressando meu amor pelo Glorioso. Os ingressos, que fazia questão de deixá-los a mostra, me fazendo lembrar, de quantas coisas eu perdi, quantas festas, quantos compromissos, só pra acompanhar o Galo, aonde quer que ele estivesse. As fotos, que mostrava a quem entrasse no meu quarto, que sim, eu sou apaixonada pelo Clube Atlético Mineiro. Aos objetos, variando entre formas e identidades, as cores, o escudo e o mascote do time da massa. Mas guardei… guardei todo amor que sinto, dentro de uma caixa e decidi: Não me importo mais!

Se eu tenho vergonha do meu amor pelo Galo? Nunca!

Isso eu amo e ponto! Um amor incondicional. Que, passado de geração em geração, chegou até mim e eu simplesmente senti. Lembro-me perfeitamente da minha primeira vez no Mineirão. Casa cheia, Atlético x Cruzeiro, Campeonato de 99. Uma virada emocionante, 3×2 placar final. Eu nunca tinha visto uma torcida TÃO empolgante! Pular, cantar, vibrar, se emocionar em 90 min de jogo, me fez sair dali com a certeza de um sentimento: EU AMO ESSE GALO. Amo esse time, essa torcida, essa festa. Aquele equilíbrio perfeito de quem quer ser feliz! Não existe nada melhor no mundo, do que acompanhar um jogo no estádio.

Agora, me envergonho sim, do time. Um time sem compromisso, sem dignidade, sem caráter. Um time que não é capaz de honrar a camisa e a torcida que tem…

Me envergonho de saber que o futebol brasileiro chegou onde está…

Ontem, descobri que dinheiro compra caráter. Ou, ao menos, compra ilusões. Porque eu me senti comprada. Me senti uma idiota. E não me venham anunciar a volta do Tardelli, tentando ofuscar a derrota de ontem! E não sei por que, mas tenho comigo que junto com a derrota, ganhamos também o Campeonato Mineiro, porque aí sim, como torcida iludida que somos, ‘esquecemos’ o que foi feito esse ano. Voltaríamos a elogiar todos do elenco e ficaria tudo bem… Não mais. Não da minha parte.

Não me iludo mais com falsas promessas de ditadores que dizem amar o Galo acima de todas as coisas, enquanto agem como crianças pelo time. Vendendo moral e princípios, que um dia eu cheguei a acreditar que tivesse.

E Cruzeirenses, não me venham com esse discurso de que o jogo não foi comprado e blá blá blá. Parabéns pela vitória de ontem, parabéns por não terem caído para 2º divisão. Mas sem clubismo e sem essa arrogância que muitos de vocês admitiram ontem, vocês acham mesmo, que a melhor defesa do returno, ia tomar 6 gols ‘de graça’ para o pior ataque? O Galo não entrou em campo. Reparem os gols, observem, analisem, mas com olhos críticos de quem gosta, entende e sabe o que pode ocorrer fora das quatro linhas no futebol. E o velho discurso de sempre de que nunca caíram?!… Parabéns, nunca caíram. Mas eu?? Nunca mudei de nome, de cor, de tradição….

Mas, como andam dizendo por aí: ‘Comprado não é roubado.’

A minha maior decepção continua sendo a dos responsáveis por isso. Que se deixaram vender, que se entregaram, que autorizaram quem quer que seja a fazer essa palhaçada! Vergonha seria a palavra mais adequada no momento. Não vergonha do Clube Atlético Mineiro, mas de quem permitiu uma audácia dessa contra a torcida e contra a história do Clube. Conversa fiada essa de que jogador é profissional. Hoje vestem a camisa do Galo e amanhã a do Cruzeiro. Isso é falta de amor, falta de respeito, destes profissionais que se entregam pela melhor proposta.

Clube Atlético Mineiro. Time que procura vender a si mesmo à imagem de time grande, mas que todo mundo está vendo que a grandeza dele é engrandecer os outros: goleadas, campeonatos medíocres, jogadores sem honra, sem vontade, sem identidade, enfim, sem nada!

Atleticana de corpo e alma, fico sem palavras para descrever como é perder de 6 quando, salvo quase que milagrosamente do rebaixamento e com uma campanha exemplar no segundo turno, joga feito verdadeiras frangas, entregando o jogo com um placar humilhante justamente para o time que se tivesse na situação do Galo, teria ganhado sem dó e sem piedade. Perder como perdemos aquele jogo de ontem, ficará na memória juntamente com outros jogos que atleticano nenhum gosta de recordar… 77, 78, 99.

Ainda assim, prefiro a queda de 2005, que caímos com hombridade, do que sairmos ilesos, caindo de joelhos diante do nosso maior rival, em um jogo que não perderíamos nada e muito menos eles, pois, deixando o clubismo de lado, eles possuem um presidente que, ao contrário do nosso, pensa no Cruzeiro como um investimento e não como um clube de futebol de botão.

Preferiria a queda, a essa humilhação a que fomos submetidos.

Deixo aqui minha revolta e todo meu sentimento. Essa será a última vez na qual irei falar sobre o Galo. Meu último desabafo a respeito desse time medíocre!

Enquanto o Galo não me der UM motivo pra continuar com toda minha paixão, vou deixá-la guardada, a sete chaves, aqui do lado esquerdo onde ninguém possa sentí-la e/ou entendê-la.

E volto a dizer, se eu deixei de amá-lo? NUNCA! Como já diz o hino:

Clube Atlético Mineiro – Uma vez até morrer!

Carolina Pinheiro

Deixo aqui meus agradecimentos a Carolina Pinheiro e ao Zeca (GaloCast) por autorizarem a publicação dessa carta aqui no blog.

Carlos Brant

Conseguiram manchar 103 anos de história

Foto: Guilherme Dantes

Saudações Alvinegras!

Lembram-se do escândalo da Máfia do Apito em 2005? E dos árbitros que receberam ordens da FERJ para favorecer ou prejudicar alguns clubes do Rio de Janeiro de 2006 a 2010, alguém se lembra? E o escândalo no futebol da Turquia? Ainda posso citar o “Calciopoli”, sistema de corrupção no futebol Italiano que culminou no rebaixamento acompanhado de punição do Juventus, principal clube envolvido no escândalo. Resolvi começar citando estes casos para mostrar que o futebol não é um esporte limpo, sem corrupção e ausente de jogos de interesses pessoais.

Eu passei a semana inteira defendendo o clube. Enquanto alguns já cogitavam a hipótese do Atlético “abrir as pernas” para o Cruzeiro no jogo de Domingo, o presidente aparecia pra dizer que jamais faria uma coisa dessas e eu continuava mantendo a minha posição de acreditar na honestidade do futebol. Era a chance de poder começar 2012 com o pé direito, afinal o Atlético jamais teria a chance de vencer um clássico que mandaria o seu rival direto para as profundezas da segunda divisão. Porém o que aconteceu foi completamente o contrário do eu esperava: O CLUBE ATLÉTICO MINEIRO SE VENDEU DE FORMA EXPLÍCITA PARA O SEU MAIOR RIVAL.

Serginho “tirando o pé” da jogada do 1º gol, 7 jogadores deixando o Leandro Guerreiro subir sozinho pra marcar o 2º, Réver entregando “de bandeja” uma bola pro Wellington Paulista no lance do 3º, Richarlyson assistindo o Fabrício marcar o 4º,  Renan Ribeiro encolhendo os braços pra evitar a defesa no lance do 5º e Carlos César evitando desarmar o Ortigoza no 6º gol. E isso é só o que aconteceu dentro de campo. O amigo Gabriel Nunes e Castro (@gabrieltim) é fotógrafo e trabalhou dentro da Arena do Jacaré na partida de Domingo. Ele presenciou uma situação no mínimo curiosa durante o intervalo da partida, na porta do vestiário do Atlético: ‎

Foto: Gabriel Castro (Arquivo Pessoal)

“Olhei procurando alguém revoltado, o cuca chutando ou o Mancini dando murro na porta, coisa que geralmente acontece. E então, ao olhar, encontrei ao fundo, por uma meia porta, um ambiente de total displicência. E então, em primeiro plano, no corredor que leva ao vestiário, me apareceu um jogador, vindo do campo, sem camisa, cumprimentando outro (outro jogador ou outro integrante da comissão) como se estivessem ganhando o jogo. Naquele estilo, “toca aê, cara”, aquele toque de “issaê, missão cumprida”, algo normal se caso o Atlético estivesse ganhando. Nessa hora, quando saquei a câmera, a porta já estava se fechando. A minha surpresa foi ter visto que quem fechava a porta era o Cuca.”

Continue Reading »

Carlos Brant

Eles passam, o CAM é eterno

Foto: Bruno Cantini

Obrigado a você que acompanhou esse “time” por todo ano.
Obrigado a você que não mediu esforços debaixo de sol, chuva, quilômetros e quilômetros nas estradas para acompanhar esse “time”.
Obrigado a você da Força Jovem Atleticana de BH, Esmeraldas e Ouro Branco, extensivo a toda Nação Atleticana.
Nós todos não merecemos esse “time”.
Acompanho o CAM há mais de 30 anos, nas vitórias, derrotas, nos  bons e maus momentos e me sinto enojado por esse “time”.
Nós não merecemos isso, fazemos parte de uma torcida ímpar no Brasil, uma torcida que apesar de tantas decepções nunca abandonou a instituição Atlético.
Agora esse “time”, esses jogadores não merecem vestir este manto, são medíocres como nossa diretoria, onde o ego de um “todo poderoso” nos impõe suas “egocentricidades”.
O CAM não tem dono.
O CAM não é vendável.
O CAM não é de um grupinho.
Saudades do Atlético do povo, de um tal de Elias Kalil, Fábio Fonseca, Nelson Campos, Júlio o mais amigo, Bororó, Cerezo, Dario, Oldair, Paulo Isidoro, Eder, Humberto Ramos, João Leite, Sempre, entre outros.
Agora esse “time” não merece nosso amor, nossa dedicação, nosso suor, são um bando de incompetentes começando pelo mais alto escalão de nossa diretoria, extensivo a esses jogadores que mancharam nossa história hoje.
Ontem estávamos na Cidade do Galo levando nosso apoio aos Judas, sem distinção de 1 a …
Estávamos felizes por poder entrar na nossa casa onde um inquilino eleito por 500 pessoas ceifa a alegria de mais de 8 milhões de verdadeiros torcedores dessa nação que não merecem tanta mediocridade, tanta prepotência, tanta arrogância reunida em uma só pessoa.
A Força Jovem Atleticana vai continuar presente apoiando o CAM na esperança que esses judas que mancharam nossa história sigam outros caminhos, que com certeza serão tortuosos de acordo com o que merecerem.
Agradeço ao Lucas, Hugo, Fael, toda galera de BH, à vibrante galera de Esmeraldas Felipe, Rômulo, João e cia, a turma de Ouro Branco e a todos que mesmo não sendo da FJA nos deram o prazer de sua companhia neste ano manchado por esses judas.
Eles passam, o CAM é eterno.

Atenciosamente,

Flávio Assis

Ex-Presidente Força Jovem Atleticana

Acesse o site da Torcida

Retirado do blog Cam1sa Do2e.

Carlos Brant

A satisfação de poder entrevistar o meu ídolo


Saudações Alvinegras!

Ele é o recordista de partidas disputadas com a camisa do Atlético pelo Brasileirão, além de ter sido o autor do 1000º gol da história do clube na competição. Atuou 386 vezes, conquistou 5 títulos e marcou 133 gols com a camisa alvinegra, se tornando o 9º maior artilheiro de toda a história centenária do clube. Esse é o Marques, que é indiscutivelmente o grande ídolo da história recente do Clube Atlético Mineiro.

Se o Atlético é sinônimo de raça, Marques também é. Se o Atlético é do povo, Marques também é. Se o Atlético tem uma torcida apaixonada, Marques faz parte dela. Sempre se entregou dentro de campo, nunca desistindo de uma jogada que parecia perdida e transformando lances inexplicáveis em inesquecíveis. É o jogador que idolatrei e tive como referência no futebol durante toda a minha vida, e tive o prazer e a oportunidade de registrar uma conversa sobre sua história no clube em áudio.

E eu confesso que o que senti ao saber que poderia entrevistar o meu maior ídolo no futebol foi algo totalmente fora do comum. Simplesmente foi a oportunidade de poder conversar com o meu grande ídolo sobre toda a história que ele viveu durante todos estes anos dentro de campo, enquanto a Massa vibrava com os lances e jogadas inesquecíveis  que foram protagonizadas por ele durante todo esse tempo.

A entrevista foi gravada em Março deste ano para o antigo blog Diário do Galo, e é um material que vou guardar comigo pra sempre. Espero que gostem!

Um abraço a todos.

Pra cima deles, Galo!

Carlos Brant

Bem vindo, Atleticano!

Foto: Bruno Cantini

Saudações Alvinegras!

A partir de hoje assumo o comando do blog do nosso glorioso Clube Atlético Mineiro aqui no portal da TV ESPORTE INTERATIVO. Primeiramente gostaria de agradecer a toda a equipe do portal (principalmente ao Alex e ao Richard) pela oportunidade que me foi concedida. É uma honra pra mim poder defender as cores do clube do meu coração e ser o porta-voz de uma legião de apaixonados em um veículo de tamanha credibilidade como o E+I.

Agradeço também a todos os amigos que representam o Atlético e produzem excelentes trabalhos de apoio ao clube através da Galosfera. Desde o início da minha caminhada no Jornalismo, foram vocês que juntamente com minha família, minha namorada e meus amigos (os de verdade, obviamente) me apoiaram e sempre “botaram fé” no meu trabalho. Deixo aqui a minha gratidão e o meu apreço a todos vocês.

Meu nome é Carlos Brant, moro em Contagem/MG, tenho 21 anos e atualmente estou estudando para atuar como Jornalista Esportivo. Alguns me conhecem do blog Diário do Galo (um dos finalistas na categoria “Esportes” do prêmio TOPBLOG 2011), um trabalho também dedicado ao Atlético que foi produzido por mim durante 1 ano e que, infelizmente, fui obrigado a encerrar por motivos pessoais. Atualmente trabalho na editoria de Esportes do Jornal Diário de Contagem Online, que é um jornal local totalmente dedicado as notícias da cidade.

Nesta estreia me limitarei aos agradecimentos e as apresentações, mas voltarei em breve para começarmos a falar sobre o que realmente interessa. Conto com vocês para tornarmos este espaço bastante comentado para que tenhamos discussões de alto nível acerca do dia-a-dia do nosso glorioso. Também estou disposto a todo o tipo de críticas e sugestões, principalmente as que venham contribuir com o meu crescimento pessoal e profissional. E caso alguém se interesse, disponibilizo aqui no blog (logo ali em cima na aba “SOBRE”) várias formas de contato comigo através da Internet.

Um abraço a todos.

Pra cima deles, Galo!